quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Felicidade Clandestina (parte 1)

Fragmentos de alguns contos do livro Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector, ainda estou reunindo mais, portanto terá uma 2ª parte.

FELICIDADE CLANDESTINA

A menina só queria ler livros e a filha do dono da livraria judiava dela dizendo que iria emprestar amanhã, ela ia na casa da chata e ela voltava a repetir que era amanhã e assim ficou por vários dias, até a mãe da chata perceber e entregar o livro "As reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato para ela ler. Ela chamou essa conquista de Felicidade Clandestina, vamos ao trecho:
"Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era rainha delicada."
"Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante".

UMA AMIZADE SINCERA

Dois grandes amigos que sempre estavam juntos, moraram juntos, mas chegou uma hora que mesmo sendo grandes amigos não tinham nada a dizer.
"Minha solidão na volta de tais encontros, era grande e árida. Cheguei a ler livros apenas para falar deles. Mas uma amizade sincera queria a sinceridade mais pura. à procura desta, eu começava a me sentir vazio. Nossos encontros eram cada vez mais decepcionates. Minha sincera pobreza revelava-se aos poucos. Também ele, eu sabia, chegara ao impasse de si mesmo".
"Queríamos tanto salvar o outro. Amizade é a matéria de salvação".

MIOPIA PROGRESSIVA

Um garoto tido por inteligente pela família, era míope e sempre queria ter o controle da situação, um dia foi convidado para passar um dia com a prima que era casada e não tinha filhos, portanto ele esperava ser muito mimado por ela e ele ficou imaginando e planejando como seria esse dia.
"Ser ou não inteligente dependia da instabilidade dos outros".

RESTOS DO CARNAVAL

Uma garotinha adorava a época do carnaval que podia se maquiar e vestir roupas coloridas, em um carnaval ela conseguiu uma roupa rosa de papel crepom e quando achou que ia arrasar , sua mãe piorou de saúde e ela teve que ir à farmacia, mas aí veio a salvação um garoto de 12 anos:
"E eu então, uma mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que alguém havia me reconhecido: eu era sim, uma rosa".

PERDOANDO DEUS

Ela caminhava pela Avenida Copacabana e sentiu uma sensação de liberdade, mas ao mesmo tempo ao ver um rato, todo aquele sentimento por Deus e a natureza, transformou-se em ódio.
"Por puro carinho, eu me senti a mãe de Deus, que era a Terra, o mundo. Por puro carinho, mesmo, sem nenhuma prepotência ou glória...".
"...eu andando pelo mudo sem pedir nada, sem precisar de nada, amando de puro amor inocente, e Deus a me mostrar o seu rato? A grosseria de Deus me feria e insultava-me. Deus era bruto"
"Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões eu amava. Não sabia que amando as incompreensões  é que se ama verdadeiramente."
"É que eu sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda eu nao sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria e não o que é."
"Eu, que sem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus."

CEM ANOS DE PERDÃO

"Eu não me arrependo, ladrão de rosas e de pitangas tem cem anos de perdão. As pitangas, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecerem e morrerem no galho, virgens".

Maria Callas


Maria Callas (02/12), uma sagitariana de alma intensa, cantora-lírica, participou de grandes óperas, teve uma vida conturbada, foi casada com um homem mais velho, depois virou amante do grego Onassis que estava casado coma a Jaqueline Onassis, entrou em depressão e foi morar com sua empregada e seu motorista em Paris.



Ja tinha colocado a letra da música, da ópera Carmen, de Bizet aqui mas como o youtube tirou o vídeo do ar, eu, como sou bem rápida, já tinha salvo no meu Multiply de coisas em francês, veja o vídeo aqui.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Florbela Espanca

Um pouco mais de poesia de Florbela

Vulcões
Tudo é frio e gelado. O gume dum punhal
Não tem a lividez sinistra da montanha
Quando a noite a inunda dum manto sem igual
De neve branca e fria onde o luar se banha.
No entanto que fogo, que lavas, a montanha
Oculta no seu seio de lividez fatal!
Tudo é quente lá dentro...e que paixão tamanha
A fria neve envolve em seu vestido ideal!
No gelo da indiferença ocultam-se as paixões
Como no gelo frio do cume da montanha
Se oculta a lava quente do seio dos vulcões...
Assim quando eu te falo alegre, friamente,
Sem um tremor de voz, mal sabes tu que estranha
Paixão palpita e ruge em mim doida e fremente!


Mentiras
Ai quem me dera uma feliz mentira
que fosse uma verdade para mim!
J. Dantas


Tu julgas que eu não sei que tu me mentes
Quando o teu doce olhar pousa no meu?
Pois julgas que eu não sei o que tu sentes?
Qual a imagem que alberga o peito meu?
Ai, se o sei, meu amor! Em bem distingo
O bom sonho da feroz realidade...
Não palpita d´amor, um coração
Que anda vogando em ondas de saudade!
Embora mintas bem, não te acredito;
Perpassa nos teus olhos desleais
O gelo do teu peito de granito...
Mas finjo-me enganada, meu encanto,
Que um engano feliz vale bem mais
Que um desengano que nos custa tanto!

Inconstância
Procurei o amor, que me mentiu.
Pedi à vida mais do que ela dava;
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!
Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!
Passei a vida a amar e a esquecer... A
trás do sol dum dia outro a aquecer
As brumas dos atalhos por onde ando...
E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há-de partir também... nem eu sei quando...

TÉDIO
Passo pálida e triste. Oiço dizer:
“Que branca que ela é! Parece morta!”
e eu que vou sonhando, vaga, absorta,
não tenho um gesto, ou um olhar sequer ...
Que diga o mundo e a gente o que quiser!
– O que é que isso me faz? O que me importa? ...
O frio que trago dentro gela e corta
Tudo que é sonho e graça na mulher!
O que é que me importa?! Essa tristeza
É menos dor intensa que frieza,
É um tédio profundo de viver!
E é tudo sempre o mesmo, eternamente ...
O mesmo lago plácido, dormente ...
E os dias, sempre os mesmos, a correr ...

Edith Piaf


Hoje a sagitariana homenageada será a cantora francesa Edith Piaf (19/12/1915), quem quiser saber mais sobre a vida dela (que não foi nada fácil), não pode deixar de ver o filme "Piaf - Um hino ao amor", com a atuação belíssima da Marion Cotillard. Foi abandonada pela mãe, ficou com a avó que era dona de um bordel, ficou cega e depois voltou a enxergar, tinha um pai alcoólatra que trabalhava de acrobata, na adolescência começa a cantar nas ruas (la môme piaf- pardalzinho), engravida e aos 17 anos, torna-se mãe, mas a filha morre de meningite com 2 anos de idade,  grava um disco, mas mesmo com a fama não deixa de sofrer, tem dores pelo corpo e após ter sofrido um acidente,essas dores pioram e ela vira escrava da morfina. Tem dores na alma, tem dores de amor ao perder um homem que nunca foi dela, o boxeador Marcel, que era casado e morreu em um acidente aéreo e do sofrimento da perda, nasceu uma de suas músicas mais famosas "Hymne à l'amour".
A letra de música será Non, je ne regrette rien (Não, eu não me arrependo de nada) e veja no vídeo como ela cantava com a alma

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
Ni le bien qu'on ma fait,
Ni le mal - tout ça m'est bien égal!

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
C'est payé, balayé, oublié,
Je me fous du passé!

Avec mes souvenirs
J'ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n'ai plus besoin d'eux!

Balayé les amours
Avec leurs trémolos
Balayés pour toujours
Je repars à zéro...

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
Ni le bien qu'on ma fait,
Ni le mal - tout ça m'est bien égal!

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
Car ma vie, car mes joies,
Aujourd'hui, ça commence avec toi!





terça-feira, 24 de novembro de 2009

Once

Apenas uma vez (Once) é um filme musical, feito por músicos, o irlandês Glen Hansard e pela checa Marketá Iglova. Tudo acontece na Irlanda (país mágico), ele é cantor de rua e ajuda o pai na loja de consertos de aspiradores, foi abandonado pela namorada e estava sofrendo muito com isso. Ela, uma imigrante que vende flores e jornais pelas ruas, mas sabe compor e tocar piano, eles se conhecem por trabalharem nas ruas, na hora do almoço ela costumava tocar o piano de uma loja de instrumentos e um dia leva ele para ensaiarem algumas coisas.
Juntos, formam ums parceria bacana, vão gravar em estúdio, ele se sente atraído por ela, mas ela ainda gosta do marido que está na Republica Checa e depois vem para Irlanda. O filme é uma delícia, as músicas são ótimas, como cantores, eles sairam ótimos atores também.
A Letra de música escolhida para postar aqui foi Falling Slowly

I don't know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can't react
And games that never amount
To more than they're meant
Will play themselves out

Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You've made it now

Falling slowly, eyes that know me
And I can't go back
Moods that take me and erase me
And I'm painted black
You have suffered enough
And warred with yourself
It's time that you won

Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You've made it now

Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You've made it now
Falling slowly sing your melody
I'll sing along

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Gael Garcia Bernal


O gatíssimo de sagitário do dia é o ator mexicano Gael Garcia Bernal, de 30/11/1978 (clique na imagem para ver maior), ele é só 8 dias mais velho que eu. Além de bonito é um ótimo ator, trabalhou com grandes diretores. Os filmes que assisti dele e não me arrependi de ter visto nenhum, são:
Amores perros (dirigido pelo Alejandro Gonzales Iñarritu)
Y su mama también
Fidel (foi Che Guevara pela 1ª vez)
O crime do Padre Amaro (ô filme tenso, esse! Ficou melhor que o livro)
Diários de motocicleta (foi Che Guevara tb, dirigido pelo Walter Salles)
Mala Educacion (dirigido pelo Pedro Almodovar, fez papel de uma mona, ultima foto)
Babel (mais uma vez dirigido pelo Alejandro Gonzales Iñarritu)
Ensaio sobre a cegueira (dirigido pelo Fernando Meirelles)

Away we go


Distante nós vamos (Away we go), dirigido por Sam Mendes, era um dos filmes apresentados na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Eu me identifiquei bastante com o filme parece eu e o marido planejando fugas. O casal na casa dos 34 anos, sem carreira e sem perspectiva, tenta planejar um lugar para viver e para criar a filha (a personagem está grávida), eles começam a viajar pelos EUA em busca da cidade perfeita, visitam o ex-chefe que tem uma família louca, os filhos revoltados, a mulher histérica, visitaram também a irmã dela que trabalha em um hotel super chique, o irmão dele que foi abandonado pela mulher e tenta criar a filha sozinho e a parte mais engraçada é quando foram encontrar com a prima, uma riponga muito louca (Maggie Gylenhaal) que tem dois filhos, mas não usa carrinho de bebê, acha que os filhos tem que ser acolhidos no colo. Depois eles vão para Montreal - Canadá, visitam um casal que a mulher não consegue manter a gravidez, tinha acabado de sofrer um aborto, mas tinham vários filhos adotados. Depois ela percebeu que o lugar perfeito para se viver é na casa que sempre foi dela.

Eu particularmente não tenho condições financeiras para viver no bairro em que vivi por mais de 29 anos e que adoro, nos Jardins, próximo a Avenida Paulista, perto dos cinemas que curto, tais como HSBC Belas Artes, Espaço Unibanco, Cine Bombril, Reserva Cultural. Eu e o cabeça estamos arquitentando dois planos de fuga, caso o primeiro não dê certo, temos uma carta na manga, queremos optar por qualidade de vida e segurança, optamos por ganhar pouco com paz a ter muito dinheiro e vivermos estressados. Queremos ter tempo para hobbies e viagens. Somos sagitarianos, liberdade e audácia faz parte do nosso karma. Hoje vamos dar o primeiro passo na tentativa do plano nº 1. Desejam-me sorte! Away we go!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Mundo cão


Eu a-do-ro esse filme! Faz-me lembrar muito da minha adolescência, eu era tão boring quanto a Enid, personagem desse filme (de óculos na foto!). Sabe quando vc tem ódio do mundo, tem horror das pessoas, acha todo mundo um porre e tem que conviver com eles e ainda acha que só as pessoas estranhas ou excêntricas que são legais.
No filme narra a história de suas adolescentes super amigas, recem-saídas do colegial, planejam morar juntas arrumar trabalho e mudar de vida. Só que quando a aula acaba a Enid fica de recuperação em Educação Artística (ninguém merece!) e a Rebecca (Scarlett Johansson) arruma um emprego de garçonete, elas de uma certa forma acabam se distanciando. Um dia eles leem no jornal um cara que procurava uma determinada mulher, elas ligam fingindo ser essa mulher e marcam um encontro com ele em uma lanchonete, elas ficam olhando o coitado esperando a mulher que não vem, claro! A Enid sente-se atraída pelo esquisito Seymour, o cara que elas sacanearam na lanchonete, segue-o e descobre onde ele mora, um dia ele estava fazendo venda de garagem e ela vai puxar papo, se interesa por um disco raro dele (ele é colecionador de um monte de coisas), eles acabam se envolvendo de uma forma tão estranha quanto eles dois. O ator Steve Buscemi que interpretou o Seymour é o máximo! Faz o tipo beautiful stranger, sabe aquele feinho que te cativa? É ele...
No geral, mostra de uma forma inteligente, como encarar as frustrações, aventuras e anseios na adolescência.
Aproveitando o gancho, não vamos nos esquecer que a gatíssima Scarlet Johansson (22/11) é sagitariana, virou a queridinha do Woody Allen, já se arriscou na carreira musical e não fez feio.


Coco avant Chanel


Finalmente eu assisti ao filme Coco avant Chanel, a Audrey Tautou é uma fofa e representou muito bem. Eu não conhecia a vida da Chanel e de fato ela me supreendeu, foi uma guerreira e esteve muito a frente do seu tempo. Enquanto as mulheres usavam espartilhos, vestidos arrastando pelo chão, enfeitadas com plumas e muitas joias, ela começou criar roupas mais simples e mais confortáveis. Ela foi a costureira que virou estilista.
Após a morte de sua mãe, seu pai deixou ela e sua irmã em um orfanato e nunca mais voltou, elas cresceram e tentaram se virar, em uma época que a mulher só tinha chance de subir na vida através de um bom casamento, elas lutaram e superaram isso. A parte mais emocionante é quando Coco se apaixona pelo Boy, mas para variar o amor deles é complicado, mas como diz um provérbio, a ostra para produzir pérola precisa passar por um período de sofrimento, acho que na vida é assim, quando a gente passa por um momento difícil a gente vê a vida de outra forma, cria alternativas, abre caminhos, etc.
Hoje Chanel é uma marca de sucesso, eu não tenho dinheiro nem para comprar esmaltes desta marca, muito menos uma roupa ou uma bolsa, mas a história de vida dela fez com que ela merecesse tudo isso.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Fragmentos de Clarice Lispector


Clarice Lispector (10/12/1920), mais uma sagitariana para entrar no marcadores "artistas de sagitário". Clarice é para o Brasil o que Jane Austen foi para Inglaterra, embora eu prefira Clarice, pois ela escreve sobre os sentimentos de uma forma diferente . Ela nasceu na Ucrânia e veio parar na terra brasilis com apenas 2 meses de nascida. Nas linhas seguintes vou explicar o que é ser sagitariano usando frases de Clarice.

Sagitariano não sabe ser modesto

"E como nasci? Por um quase. Podia ser outra. Podia ser um homem. Felizmente nasci mulher. E vaidosa. Prefiro que saia um bom retrato meu no jornal do que os elogios."

Sagitariano é curioso lê, assiste e experimenta de tudo:

"Eu misturei tudo, eu lia livro, romance para mocinha, livro cor de rosa, misturado com Dostoievski, eu escolhia os livros pelos títulos e não por autores, porque eu não tinha conhecimento...fui ler aos 13 anos Herman Hesse, tomei um choque: O Lobo da Estepe. Aí comecei a escrever um conto que não acabava nunca mais. Terminei rasgando e jogando fora."

A vida de sagitariano é sempre um caos:

"O trabalho está desorganizado, muito ruim, muito confuso. Material eu tenho e em abundâcia. O que me falta é o tino da composição, o verdadeiro trabalho. Minha tendência seria a de pensar apenas e não trabalhar nada. Mas isso não é possível. O trabalho de compor é o pior. Eu mesma vivo me levantando e caindo de novo e me levantando. Não sei qual é o bem disso, sei que é essa forma confusa de vida que vivo. Uma pessoa que quisesse tomar minha direção seria bem vinda...Eu nunca sei se quero descansar porque estou realmente cansada, ou se quero descansar para desistir."

Sagitariano é arroz de festa, mas tem hora que a vida social cansa:

Carta para suas irmãs: "Tenho visto pessoas demais, falado demais, dito mentiras, tenho sido muito gentil. Quem está se divertindo é uma mulher que eu detesto, uma mulher que não é a irmã de vocês. É qualquer uma."

Sagitariano se dá bem com criança:

"Quando eu me comunico com criança é fácil porque sou muito maternal. Quando me comunico com adulto, na verdade estou me comunicando com o mais secreto de mim mesma, daí é difícil... O adulto é triste e solitário. A criança tem a fantasia muito solta."

Sagitariano odeia obrigações, rotinas ou algo que limita sua liberdade:

"... eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade."

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O clube de leitura de Jane Austen


Eu acho esse filme uma delícia, sempre assisto, filme de mulherzinha que fala de leitura de mulherzinha e as personagens com um monte de problemas de mulherzinhas, sinto-me em casa. Uma mulher que já foi casada 6x, uma professora de francês que está com crise no casamento e se apaixona por um aluno, uma mãe de três filhos em processo de divórcio e sua filha lésbica, uma mulher madura que adora cachorros e se apaixona por um cara mais novo, meio nerd que gosta de ficção científica e é técnico de informática. Todas essas mulheres e o nerd se juntam para formar o clube de leitura da Jane Austen, às vezes a vida delas são muito parecidas com a vida das personagens de Austen.

Tenho que fazer uma pausa para classificar a Jane Austen em "Artistas do signo de sagitário", escritora inglesa, nasceu em 16/12/1775. O único livro que li dela foi o "Razão e sensibilidade", também vi o filme. Outro filme adaptado do livro dela que adorei foi "Orgulho e Preconceito", quero ler esse livro.
Voltando ao filme, os livros que o grupo do clube leu, foram: Emma, Abadia de Northanger, Mansfield Park, Razão e sensibilidade, Orgulho e Preconceito e Persuasão.
Uma parte que adoro é quando os homens da vida delas começam a serem influenciados pela leitura e tornam parte do clube, há uma transformação na vida de todos, é muito lindo!
E para terminar em música, vou colocar uma que faz parte da trilha sonora, chamada Save me, cantanda pela Aimee Mann, essa música também foi tocada na trilha do filme Magnólia.

You look like... a perfect fit,
For a girl in need... of a tourniquette.
But can you save me?
Come on and save me...
If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone.
'Cause I can tell... you know what it's like.
A long farewell... of the hunger strike.
But can you save me?
Come on and save me...
If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone.
It struck me down, a gradient
Like Peter Pan, or Superman,
You will come... to save me.
Come on and save me...
If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
Except the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
But the freaks,
Who suspect they could never love anyone.
Come on and save me...
Why don't you save me?
If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
Except the freaks,
Who suspect they could never love anyone,
Except the freaks,
Who could never love anyone.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

La Passion de Jeanne d'Arc


 Esse é o filme francês mais tocante e para mim, isso se deve ao fato da interpretação magnífica da Rennée Jeanne Faconetti, faz parte do cinema-mudo, convencer sem falas é um papel muito difícil e ela foi divina, olha nas fotos acima as expressões faciais dela, é de um sofrimento sem tamanho.
A Joana D'Arc, até hoje eu não sei qual era a dela, acho que a história mistificou um pouco. Uma santa, uma esquizofrênica, uma bruxa ou uma mulher cheia de convicção que defendia seu país a todo custo e se protegia atrás da religião para ter mais credibilidade? Só sei que ela convenceu muita gente a lutar contra os ingleses. Era uma adolescente camponesa, analfabeta, ouvia vozes divinas que a guiava nas batalhas, morreu na fogueira ao 19 anos.
Para mim (acho que cada um tira sua conclusão), ela foi uma grande mulher que não se contentava em ver seu país sendo invadido e resolveu tomar alguma atitude, apesar da pouca idade.
Quem é interessado pelo assunto ou pelo cinema mudo, indico, é muito bom, emocionante, atores ótimos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Damien Rice



Dando continuidade ao tópico "artistas de sagitário", o escolhido foi o Damien Rice (07/12), cantor irlandês, metido em causas ecológicas e sociais, ruivinho lindo, se veste como mendigo, canta super legal, a música mais conhecida dele é a da trilha do filme Closer "I can't take my eyes of you.... "
Para o marcador Letra de Música, escolhi 9 Crimes, é uma musica meio deprê, ele faz dueto com Lisa Hannigan, veja o clipe no vídeo abaixo que é tudo de criativo.

Leave me out with the waste
This is not what I do
It's the wrong kind of place
To be thinking of you
It's the wrong time
For somebody new
It's a small crime
And I've got no excuse

Is that alright?
Give my gun away when it's loaded
Is that alright?
If u don't shoot it how am I supposed to hold it
Is that alright?
Give my gun away when it's loaded
Is that alright
With you?

Leave me out with the waste
This is not what I do
It's the wrong kind of place
To be cheating on you
It's the wrong time
She's pulling me through
It's a small crime
And I've got no excuse

Is that alright?
I give my gun away when it's loaded
Is that alright?
If you dont shoot it, how am I supposed to hold it
Is that alright?
I give my gun away when it's loaded
Is that alright
Is that alright with you?

Is that alright?
I give my gun away when it's loaded
Is that alright?
If you don't shoot it, how am I supposed to hold it
Is that alright?
If I give my gun away when it's loaded
Is that alright
Is that alright with you?

Is that alright?
Is that alright?
Is that alright with you?
Is that alright?
Is that alright?
Is that alright with you?
No...

video

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Dolls

Dolls para mim é a obra-prima de Takeshi Kitano, é um dos filmes mais lindos que assisti em toda minha vida, logo no início já começo a me derramar em lágrimas.

Ele é dividido em três histórias: A primeira é de um rapaz que gosta muito de sua namorada, mas por ganância, pede em casamento a filha do presidente da empresa que ele trabalha, ao terminar o namoro sua ex tenta suicídio no dia do casamento tomando remédios, ela não morre, mas fica com sequelas, não reconhece as pessoas e fica em um estado semi-vegetativo. Ao saber do problema da ex, ele abandona o casamento e corre para o hospital em que ela está internada e mesmo não sendo reconhecido por ela, cuida dela para sempre, viram mendigos e vão andando em lugares tão lindos, a fotografia do filme e ótima.


A segunda história é sobre um chefe da Yakuza que era apaixonado por uma mulher, mas por fome de poder abandona-a, ela prometeu a ele que sempre esperaria por ele aos sábados em um banco do parque e levaria a marmita, mesmo depois de velha estava ela lá com a comida, um dia ele decide ir vê-la, até conversa com ela, mas não diz quem é.
A terceira história é sobre um fã de uma cantora e descobre que ela sofreu um acidente grave, ele em uma atitude desesperada olha para um poster bem bonito dela e fura os olhos para não vê-la feia ou deformada.
A letra da música que ela canta é muito lindinha:
Dizem que as mulheres ficam mais bonitas quando estão apaixonadas.
Isso é verdade?
Espero que esteja certo.
Pode ser tímida.
Pode ser acanhada.
Mas quando se está apaixonada os olhos brilham.
Os olhares se encontram e se acende o fogo. É assim que começa o amor.

O cinema oriental é muito lindo, principalmente nas histórias de amor, é uma coisa melodramática que te faz chorar rios e te faz sonhar com um amor diferente (coisas de mulher!), é de uma delicadeza tamanha e de uma profundidade que não tem explicação.
Outros filmes de Takeshi comentados por aqui foram: Hana-bi, Áquiles e a Tartaruga e Kikujiro.

Ensaio sobre o suicídio


Eu vou revelar o meu lado mórbido: sou fascinada por tudo que relacionado ao suicídio, as pessoas acham estranho quando falo sobre isso, querem que eu procure ajuda, mas há uma diferença entre ser suicida e ser interessada no asssunto, oras.
Nós, ocidentais cristãos, vemos o suicídio como algo decadente, remetemos sempre a Judas, o traidor, o fracassado. É da nossa cultura achar que o suicida é uma pessoa fraca. Já na cultura oriental, o suicídio é sinal de honra, como querer dizer: posso suportar a vida até aqui.
Uma das cenas mais comoventes de suicídio (hara-kiri) é da Madame Butterfly, na Giacomo Puccini, em que ela diz: "Com honra morre aquele que não mais com honra viver pode."
Outra cena linda é no filme "As horas" que mostra o suicídio de Virginia Wolf, ela coloca pedras nos bolsos e se afogou no rio Ouse. Na wikipedia peguei a carta que ela escreveu ao marido Leonardo Wolf:

Querido,
Tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a você que eu devo toda minha felicidade. Você foi bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto - todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da sua bondade, sem igual. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos.V.

Outra cena de suicídio marcante é no final doTigre e o Dragão que a Jen acredita na história de que quando você realiza um sonho, você pula de uma montanha e a cena é linda.

A cantora chilena Violeta Parra que se apaixonou por um cara com metade de sua idade, ela tinha quatro filhos de outros casamentos, não foi correspondida a altura e morreu de amor.

A poetisa portuguesa, Florbela Espanca escolheu morrer no dia de seu aniversário. O interessante é que a gente não sabe o dia que vai morrer, é a única incerteza que temos na vida, mas isso não se aplica ao suicida, ele escolhe o dia de sua morte, ele tem esse poder.


Hoje vou falar de um filme de terror psicológico japonês que assisti, chamado Suicide Circle. Tudo começa quando 54 meninas colegiais combinam de se matar se jogando nos trilhos do metrô, nas investigações eles acreditam em um clube do suicídio, acham que pode ser site ou foruns de internet ou lavagem cerebral da música de um grupo musical de meninas. Outras mortes bizarras vão acontecendo no decorrer da trama. Uns dizem ser um filme trash, outros classificam como cult, uns acham que é mais um filme de terror outros dizem que é um filme de denúncia devido aos altos níveis de suicídio no Japão. As cenas são fortes a ponto de dar ansia de vômito, eu gosto de terror japonês, embora me faça gelar a espinha e me deixa sem dormir por três noites seguidas, eu assisto.


Fanny Ardant



Na Mostra Internacional de cinema de São Paulo teve uma homenagem à atriz francesa,Fanny Ardant. Ela trabalhou com grandes diretores como: Truffault, Ettore Scola, Alain Resnais, Claude Lelouch, entre outros.
Dos filmes que ela participou e eu assisti foram: 8 femmes, Les uns et les autres, La femme d'a coté e Roman de gare.

La femme d'a coté (A mulher do Lado) dirigido por Truffault e com a presença marcante do Gerard Depardieu, é um drama sobre um casal que se separou e após 8 anos tornam-se vizinhos, mas ambos estão casados com outras pessoas. Devido à proximidade, eles começam a relembrar os momentos que tiveram juntos, voltam a se encontrar em um hotel barato, mas a relação começa a ficar doentia, ela é muito (desperate housewife), entra em uma crise de depressão e ao sair do hospital faz uma loucura. Paralelo a isso, tem a história da dona do clube que eles frequentam que tentou se suicidar após perder o homem que amava. Resumindo: L'amour est une douleur, Mourir d'amour ou quelque chose comme ça

Roman de gare é um filme muito bom, dirigido por Claude Lelouch, é uma comédia dramática sobre uma escritora que usa um ghost writer para escrever seus livros, mas chega uma hora ele quer assumir a autoria de suas obras, mas ela tenta matá-lo para impedir que isso aconteça.
Tudo começa quando uma cabelereira arruma um namorado médico e convida-o para conhecer seus pais, no caminho eles começam a brigar e ele abandona ela em um posto de beira de estrada às 2h da manhã, no posto o ghost writer está tomando café e ele sabe alguns truques de mágica que faz para tentar consolar a moça, eles começam a conversar e ela propõe a ele ir no lugar do seu noivo conhecer a família e ele topa. Acontecem coisas muito engraçadas, vale muito a pena assistir

domingo, 1 de novembro de 2009

Pillow book


'When God made the first clay model of a human being, he painted the eyes, the lips, and the sex. And then He painted in each person's name lest the person should ever forget it. If God approved of His creation, he breathed the painted clay-model into life by signing His own name.'
Livro de cabeceira, filme de Peter Greenway é um filme que adoro, começa com o pai de Nagiko escrevendo no seu rosto e na sua nuca, sempre repetindo a frase citada acima.


Listas de Nagiko

A lista de coisas elegantes:

Ovos de pata.
Gelo raspado numa tigela de prata.
Flor-de-glicínia.
Flor-de-ameixa coberta na neve.
Uma criança comendo morangos.
Coisas que fazem o coração bater mais forte.
Passar por um lugar onde um bebê está brincando.
Dormir num quarto onde um bom incenso está queimando.
A Lista das Coisas Esplêndidas

Brocado chinês.
Uma espada com bainha decorada.
O veio da madeira numa estátua budista.
Uma procissão liberada pela imperatriz.
Um amplo jardim coberto pela neve.
Seda tingida de azul-escuro.
Qualquer coisa tingida de azul-escuro é esplêndida.
Flores azul-escuras.
Fibra azul-escura.
E papel azul-escuro.

Lista de coisas que fazem o coração bater mais forte.

Beijada por um amante no jardim de Matsuo Tiasha
Águas tranquilas e águas agitadas
Amor numa tarde imitando a história
Amor antes
e amor depois
Carne
A escrivaninha
Escrevendo sobre o amor

Trilha sonora do filme: de Guesch Patti, Blonde.

S'éveille-telle en lui
Déloge l'homme en lui

Un ange vole
Un ange vole

...Beau...

Se love-t-elle en lui
Furtive elle en lui

Un homme change
Un homme change

...Etrange...
Parfait mélange

S'échange -t-il d'aile en elle
Un homme sombre change en elle

Un ange bombe
Un ange blonde

...Dérange...
Doux... parfait mélange...

Sexe d'un ange