terça-feira, 27 de abril de 2010

Brincando de casinha

No canal Eurochannel sempre passa curtas europeus, a maioria muito cute-cute. Um dia desses passou o ¡Nena! que eu achei o máximo, sobre uma menina que está brincando de casinha no parque, aí chega o menino querendo brincar, mal sabe ele que vai cair numa armadilha rsrs. O mais engraçado é que a menina tem maturidade para discutir, ela é bem perceptiva, sensível, enquanto ele é um bobão que não percebe nada, não sabe brincar, como a maioria dos homens rsrs.Ela sai de casa e ele fica sem reação, para ele era confortável estar lá, mesmo não tendo ideia de qual era o seu papel, então ele corre atrás dela e diz que a amava (até quando as mulheres vão cair nesse chavão!), ela volta e ele respira aliviado, enquanto ela é determinada e leva muito a sério, ele na verdade procura as fórmulas certas para não perdê-la, isso não quer dizer que há sentimentos da parte dele, apenas busca "limpar a barra". Então ele vê em uma revista uma propaganda de viagem para Paris, a cidade dos enamorados, ele acha que é uma fórmula boa, embora ele não ache nada legal e propõe à ela a viagem (outro chavão que muitas caem, viagem a dois em um lugar romântico).
Ainda bem que quando a gente brincava de casinha, não deixávamos os meninos entrarem para não ter desgosto logo cedo :-D
Sem muita delonga, assistam o curta que está na íntegra no Vimeo, postado pelo próprio diretor, (em espanhol).


¡Nena! from Lluis Segura on Vimeo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ne me quitte pas

Para "letra de musica"  escolhi uma francesa cheia de emoção e desespero "Ne me quitte pas" (não me deixe). A interpretação do Jacques é tudo de bom (veja vídeo). Cuidado que música francesa causa desestrutura emocional, as letras costumam ser intensas e tristes, melhor nem entender o resto da música para não cair em depressão ou cortar os pulsos rsrs

Ne me quitte pas
by Jacques Brel

Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le cœur du bonheur
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs cœurs s'embraser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

On a vu souvent
Rejaillir le feu
D'un ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Anna (uma comédia musical)


 Não é porque o filme tem o meu nome que eu vou puxar sardinha não, mas é um filme ótimo e eu descobri sozinha porque sempre me indicam filmes que tem personagens chamadas Ana, mas quando eu fui na exposição do Serge Gainsbourg, no Sesi, eu vi a capa do vinil da trilha sonora e fiquei interessada em vê-lo, eu sou mimada demais,quando eu quero uma coisa nem o diabo me suporta. Eu busquei no Google informações em português e não achei, o filme foi um parto para achar, não existe em lugar nenhum na terra brasilis. No filme, tem a musa da Nouvelle Vague, a Anna Karina que interpreta a Anna, o Jean-Claude Brialy que trabalhou com Truffaut, Godard, Chabrol, Buñuel, interpreta o Serge, além de duas participações super especiais: do Serge Gainsbourg que cantou e fez a trilha do filme e também a participação da Marianne Faithful. A direção é do Pierre Koralnik.
Além das músicas ótimas, uma coisa que eu fiquei de queixo caído foi o figurino de dar inveja à Lady Gaga, o filme é de 1967, mas as roupas são futuristas, nem piscava vendo tudo aquilo.
Você acha que só música e moda já é o bastante? Que nada! Eles colocaram a fotografia, a publicidade, Pop Art, HQ's, consumo da cultura americana, como filmes de faroeste e de guerra.
A trama é a seguinte: Anna sai acidentalmente em uma foto publicitária, ela estava na estação de trem, lá tinha uma sessão de fotos e puxaram ela para sair em uma. Serge trabalha na agência publicitária, viu a foto de Anna e se apaixonou, moveu céus e terra para o pessoal encontrá-la. O mais interessante é que ela estava ali, na mesma agência que ele trabalhava, era colorista da revista, pintava com azul e vermelho se fizesse direito poderia ser admitida no laranja tb. Ela usava um óculos redondo de aros pretos e era um tipo de Betty, a feia.
É muito interessante que o filme aborda  a cultura da imagem, já diz o provérbio, uma imagem vale mais que mil palavras e no meio de tantas imagens e informações, a gente não presta a atenção no que está ao nosso lado. A imagem da Anna real e a Anna da publicidade era muito diferente, mostra como a gente se ilude com coisas que não é nada daquilo. Através da mídia, você cria fantasias, a pessoa não é o que você vê, é o que você imagina.
Vou postar abaixo a letra da música Un jour comme un autre (uma dia como qualquer outro), para ver o vídeo no Youtube com essa  + a música Roller girl, clique no link http://www.youtube.com/watch?v=Yk7kMNzzrNs&NR=1

C'est un jour comme un autre
Et pourtant tu t'en vas
Tu t'en vas vers une autre
Sans me dire un seul mot
Et je ne comprends pas

C'est un jour comme un autre
Mais nous sommes déjà éloignés l'un de l'autre
De nous deux, il ne reste que moi, mais pour quoi

Toi, tu étais pour moi tout
Ce que j'espérais
Toi tu étais ma vie et même un peu plus
Tu étais l'amour

C'est un jour comme un autre
Et pourtant tu t'en vas
Tu t'en vas vers une autre
Sans me dire un seul mot
Et je ne comprends pas

C'est un jour comme un autre
Mais moi j'ai mal de toi
Moi qui riais des autres aujourd'hui c'est vous deux qui devez rire de moi

Toi, tu prends à jamais tout ce que j'espérais
Toi tu me prends la vie et même un peu plus
Tu me prends l'amour

C'est un jour comme un autre
Et pourtant tu t'en vas
Et pourtant tu t'en vas

sábado, 17 de abril de 2010

Era - Divano

Hoje acordei meio espiritual



Divano
Era
Composição: Eric Levi

Infanat, ora,
Si teni mode, pregat,
Impera centra daemon terra
Era domine

Infanat, ora,
Si teni mode, pregat,
Et anima
Dove core
Infana dio re
Infanati grazie

Divano
Divano me...
Divano messi...
Divano messiah
Divano messiah

Divano
Divano me...
Divano messi...
Divano messiah

Infanat, ora,
Si teni mode, pregat,
Impera centra daemon terra
Era domine

Infanat, ora,
Si teni mode, pregat,
Et anima
Dove core
Infana dio re
Infanati grazie

Divano
Divano me...
Divano messi...
Divano messiah
Divano messiah

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Desafio Literário: autor latino-americano

No Desafio literário 2010, para o mês de abril, foi sugerida a leitura de um escritor latino-americano, como eu tinha lido apenas um livro do Gabriel Garcia Marquez, o "Cem anos de solidão" que está entre os 5 melhores livros que já li na vida, optei por ler outro, desta vez li "Memórias de minhas putas tristes", é um livro fácil de ler, tem apenas 37 páginas. O livro narra a vida de um velhinho jornalista/ escritor que acabou de fazer 91 anos e se apaixonou por uma garotinha virgem que ia se prostituir para ajudar nas contas da família, era a primeira vez que ele tinha se apaixonado por alguém, nunca é tarde para o amor, não é?

Segue algumas frases soltas, extraídas do livro:

No ano de meus noventa anos quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem. Lembrei de Rosa Cabarcas, a dona de uma casa clandestina que costumava avisar aos seus bons clientes quando tinha alguma novidade disponível. Nunca sucumbi a essa nem a nenhuma de suas muitas tentações obscenas, mas ela não acreditava na pureza de meus princípios. Também a moral é uma questão de tempo, dizia com um sorriso maligno, você vai ver.

Virgens sobrando neste mundo só os do seu signo, dos nascidos em agosto.

A idade não é a que a gente tem, mas a que a gente sente.

O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança.
com as brisas me chegou a má notícia de que Delgadina não ia passar o Natal comigo, mas com sua família. Se tem uma coisa que detesto nesse mundo são as festas obrigatórias em que as pessoas choram porque estão alegres, os fogos de artifício, as musiquinhas chochas, as grinaldas de papel de seda que não têm nada a ver com um menino que nasceu há dois mil anos num estábulo indigente.

Havia achado, sempre, que morrer de amor não era outra coisa além de uma licença poética. Naquela tarde, de regresso para casa outra vez, sem o gato e sem ela, comprovei que não apenas era possível, mas que eu mesmo, velho e sem ninguém, estava morrendo de amor.


É isso, próximo mês tem mais!

sábado, 10 de abril de 2010

Nine, o filme


Nine é um musical da Broadway que virou filme, que por sua vez é uma releitura do filme 81/2, de Fellini. Resumindo: Como mostrar de maneira fácil o cinema italiano para os americanos.
Adoro filmes musicais hollywoodianos, desde os antiguinhos como Cantando na chuva, Funny Girl, até os mais modernos como Chicago, Moulin Rouge, Romance e cigarros, Rent, também curto os franceses 8 femmes, Les chansons d'amour, On connait la chanson, Pas sur la bouche, entre outros.
Nine e 81/2 narra a história de um diretor de cinema em crise existencial, ele tem um timeline para terminar um filme, a produção contrata atores, figurinistas, maquiladores, a atriz principal, ele tem um agenda de reuniões e entrevistas, todos acreditando que ele já tem o roteiro pronto, mas não. Lembranças do passado assombram-no e lidar com o presente, a esposa, as amantes e todo aquele staff do cinema e da mídia faz com que ele entra em parafuso. O filme italiano é tão bacana que passa a confusão do personagem para o espectador, porque o filme é tão confuso como a mente dele.
O elenco de Nine foi bem escolhido, no papel do diretor está o Daniel Day Lewis (no filme de Fellini era o Marcelo Mastroianni). Vou cometer a heresia de dizer que prefiro o Daniel, o Mastroianni era daquela época do ator-galã, cheio de charme, caras e bocas, igual ao Clark Gable, de O vento levou ou o francês Alain Delon, não sou chegada a esses tipos. Já o Daniel é mais dramático e teatral.
O papel da mamma ficou com a belíssima Sophia Loren, até depois de velha tá um arraso.
A Nicole Kidman que já tem experiência em filme musical, ela fez Moulin Rouge.
A atriz francesa Marion Coutillard que trabalhou em Piaf - Um hino ao amor.
A Penélope Cruz, chouchou do Almodovar.
A atriz britânica, Judi Dench que é ótima.
A Kate Hudson e a Fergie que são mais ou menos.
O ator mirim que interpreta o cineasta na infância é muito parecido com o ator do filme italiano, quase um clone.
Veja o trailer aqui: http://www.youtube.com/watch?v=y_5_lzags3I

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ninguém sabe dos gatos persas


"Ninguém sabe dos gatos persas" é um filme iraniano que passou na Mostra de cinema de São Paulo no ano passado, do diretor Bahman Ghobad. É uma situação muito complicada para quem vive no ocidente ver uma coisa que acontece nas bandas de lá, é um absurdo ver um músico ter que pedir permissão para exercer a profissão, o governo tem que aprovar as letras das músicas. A maioria dos músicos acabam sendo marginais, vivem sendo presos, ensaiam em lugares inusitados como porões, celeiros, etc. 
Mostram vários músicos dos mais variados estilos, o diretor faz uma espécie de clipes, tendo como fundo a vida do Irã. Adorei a banda de indie rock, mas tem heavy metal, rap, soul. Achei engraçado quando a mulher em seus trajes muçulmanos fala para outra que gosta do rapper 50 cent e da Madonna. 
Tem um cara que é o bombril, mil e uma utilidades, além de conhecer muitos músicos underground e coloca um em contato com outro, ele vende DVD pirata e é preso, tinha que pagar multa para ser solto e se livrou por pouco das chibatadas. Ele também conhecia o povo do mercado negro que emitia passaportes.
Tudo começa quando um casal tenta participar de um festival na Inglaterra e precisa de músicos, de permissão para sair do país, aí começa a saga.
Depois que vi esse filme nem ligo mais para as aulas de bateria que tem do lado da minha casa, moro na Teodoro Sampaio, a rua cheia de lojas de instrumentos e de aulas também, só de imaginar que tem gente no mundo que nem tem liberdade para isso, podem tocar a vontade. Meu cunhado é músico e muitos outros amigos e amigas que dão um duro na night, hoje sei que a dificuldade deles nem chega perto da dos iranianos.
Esse filme vale muito a pena, eu chorei, trazer para sua realidade a realidade do outro, sentir na pele é muito punk.

trailer
                                                                                      

terça-feira, 6 de abril de 2010

Não amarás

"Não amarás" é um filme do do cineasta polonês Kieslowski, que fez filmes para TV baseados no decálogo (10 mandamentos), apenas dois desses filmes foram para o cinema, o "Não matarás" e o "Não amarás" vi os dois.
O "Não matarás" mostra uma violência gratuita e ainda o comentário de que desde a época de Caim e Abel o homem tenta criar leis rígidas sobre o homicídio, mas mesmo a pena de morte não é capaz de impedir esse ato contra o próximo.
O "Não amarás" segue a linha voyeur de ficar na espreita da janela observando uma pessoa específica, como no filme do Hitchcock, "Janela Indiscreta" ou o filme brasileiro "O homem que copiava" e o "Quatro noites com Ana" que falei aqui
No filme de Kieslowski tem um jovem tímido que se encanta com uma moça bem mais velha que mora no prédio da frente, ele observa-a com um telescópio e acaba descobrindo a rotina dela, vê a visita de  seus amantes. Ele trabalha no correio e ainda consegue um emprego de entregador de leite para poder entregar na porta dela, torna-se obsessivo e até declara o seu amor.É tão triste ver o sofrimento do jovem!
 Vi um documentário "The pervert's guide to cinema" que analisa com psicanálise as atitudes dentro dos filmes e uma das coisas que o apresentador-filósofo enfatiza bastante é que realizar a fantasia é um pesadelo, tudo o que você quer muito, sexualmente falando, ao conseguir, vem a depressão, alguém descobre, vira sua vida um inferno, principalmente se essa fantasia é contra as leis, como pedofilia, estupro, incesto. O preço é muito alto, é necessário ter maturidade para assumir e cumprir a pena, enfrentar a sociedade e estar ciente que será um monstro para sempre, porque tem coisas que ninguém perdoa. Dependendo da pessoa, não amar e controlar os impulsos é mais sensato. O não amar torna a pessoa mais realista, com menos sofrimento. O amor dói, o amor não correspondido é como uma ferida aberta, o amor possessivo é um câncer, o amor silencioso, o objeto amado nunca vai saber, esse mata aos poucos, é amor sem esperança, como uma doença terminal, muito frustrante.
Tem um filme chamado "Pecados Íntimos" que mostra pessoas normais, com vidas normais, mas dentro de si há os pecados íntimos, aquilo que você pensa que está fazendo escondido de todos, mas as consequencias faz com que partem para medidas desesperadas, tentar incobertar ou reparar o erro dá muito trabalho.
Você arriscaria sua reputação para realizar uma fantasia?

domingo, 4 de abril de 2010

Cartas para o Pastor Jacob


Cartas para o Pastor Jacob é um filme finlandês que ganhou muitos prêmios em 2009 e foi indicado ao Oscar 2010 de melhor filme estrangeiro, narra a história de um pastor já avançado em idade e cego que recebia muitas cartas e  respondia a todas com a ajuda de um assistente. Ele mora em uma casa bem simples, quando chove tem que colocar balde na casa toda para aparar a água. Leila é uma presidiária que acaba de sair da cadeia e vai para casa do Pastor Jacob ajudá-lo com as correspondências. Ela é uma pessoa totalmente grossa e sem paciência, joga fora algumas cartas, responde de qualquer jeito e não leva a sério o trabalho do pastor, até que um dia ela descobre que ele a tirou da cadeia, ela foi acusada de assassinato por matar o cunhado que espancava a irmã dela e a irmã mandava cartas ao pastor pedindo clemência. É um filme simples, mas muito tocante.

Muitas pessoas adoram criticar padres e pastores devido aos casos de pedofilia, de roubalheira e acabam generalizando, todos acabam sendo culpados por erros de poucos. 

Há tantos padres, freiras e pastores com projetos sociais sérios, no norte há padres que morrem por defender os interesses  da comunidade contra os latifundiários, como a irmã Dorothy e um padre que morreu no Tocantins por defender os colhedores de castanhas, eu vi em um documentário do DocTV, da TV Cultura, pastores que vacinam crianças na África, levam comida e escolas. Esses nunca terão dinheiro, ninguém vai ouvir falar deles, a não ser que morram de uma morte trágica, eles não estão em igrejas.
Assisti no Biography Chanel um programa chamado Mentes Criminosas, vi a história de uma garota, filha de pais drogados que também se envolveu com drogas, prostituição e por último, em assassinato. Foi condenada à morte no Texas, ninguém tinha aconselhado ela na vida, apenas na prisão ela recebeu conselhos dos protestantes, lá dentro ela estudou por correspondência, foi uma das melhores alunas, ajudava as presas e até mesmo as policiais que lá trabalhavam, ela não se livrou da condenação, mas morreu em paz, alguém fez que os dias dela fossem mais fáceis e proveitosos.
O melhor exemplo é do Pastor Martin Luther King que lutou pelos direitos dos negros dos EUA, ele sugeriu um boicote aos ônibus, depois que uma negra doente teve que ceder o lugar para um branco, os negros aderiram e ficaram mais de um ano sem pegar ônibus, andavam por quilômetros, até a empresa ir quase a falência e propor um acordo. O discurso mais famoso "I have a dream", hoje tornou realidade.
Durante o curso de Teologia, tive conhecimento do Pr. Dietrich Bonhoeffer, um filósofo-teólogo, luterano alemão que lutava contra Hitler, foi morto na cadeia semanas antes da queda do nazismo , tem até um filme sobre ele, chamado "O agente da graça". O único livro dele que li foi "Discipulado"
Embora a religião seja uma coisa ultrapassada e muitos líderes envergonham ainda mais, não nos esqueçamos dos anjos que estão prontos a ajudar sem querer nada em troca, nem dinheiro, nem sua conversão, conforme prega o amor caridade do livro de Coríntios.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Une beauté différente

Olhando as bonitas das fotos (clique na imagem para ver maior), o que elas tem em comum?
Enquanto vc pensa, vou dizer quem elas são: 1) Vanessa Paradis (atriz, cantora, modelo e o melhor de tudo, mulher do Johnny Depp).
2) Madonna (dispensa apresentações)
3) Brigitte Bardot, nos anos 60
4) Kate Moss
5) Georgia May Jagger (modelo e filha do Mick Jagger)
6) Nara Leão
7) Jane Birkin (atriz e cantora francesa, jovem e agora)
O que elas tem em comum são os dentes separadinhos, eu admiro pessoas com pequenos defeitinhos, que saem dos padrões hollywoodianos de loira bronzeada artificialmente e dentes certinhos e muito brancos.
Acho que os defeitinhos dão um charme todo especial, uma pinta, um furinho no queixo ou nas bochechas, dentinho torto, dente amarelado igual a Liv Ulmann, alguns tiques, um nariz fora do padrão como o do Adrien Brody e da Barbra Streisend, a cabeleira da Vanessa da Mata, um corpo de Marilyn Monroe que não era magro e nem malhado, as olheiras do Benício del Toro, ser exótico, excêntrico, não aceitar os padrões pré-estabelecidos, ser in natura, essas pessoas são bem mais bonitas, não parecem robôs que sairam de linhas de produção.
Os defeitinhos que gosto em mim: minhas sardas ou como diz o Sawyer para Kate: freckles, a dermato queria tirar dizendo que ia piorar e eu não quis, também gosto do meu cabelo fuá, não faço escova, nem chapinha jamais, tem duas coisas que eu não gosto, mas não vou contar o que é.