quarta-feira, 29 de junho de 2016

Hip Hop Girls: Queen Latifah

Para fechar o dossiê "Hip Hop Girls" com chave de ouro, apos 6 meses de posts:
Queen Latifah é americana, cantora (conhecida no meio como rapper feminista), produtora, atriz, apresentadora e modelo plus size.


Instinct leads me to another flow
Everytime I hear a brother call a girl a bitch or a ho
Trying to make a sister feel low
You know all of that gots to go
Now everybody knows there's exceptions to this rule
Now don't be getting mad, when we playing, it's cool
But don't you be calling out my name
I bring wrath to those who disrespect me like a dame
That's why I'm talking, one day I was walking down the block
I had my cutoff shorts on right cause it was crazy hot
I walked past these dudes when they passed me
One of 'em felt my booty, he was nasty
I turned around red, somebody was catching the wrath
Then the little one said (Yeah me bitch) and laughed
Since he was with his boys he tried to break fly
Huh, I punched him dead in his eye and said "Who you calling a bitch?"



Veja também:

Hip Hop Girl: 4x Missy Elliott (EUA)
Hip Hop Girl: 4x Diam's (França)
Hip Hop girl: Belona MC (Chile)
Hip Hop Girl: 4x Mala Rodriguez (Espanha)
Hip Hop, R&B Girl: Neneh Cherry (Suécia)
Hip Hop, R&B Girl: Ciara (EUA)
Hip Hop Girl: Ladea (França)
Hip Hop Girl: 4x Coely (Bélgica)
Hip Hop Girl: 6x Rihanna (Barbados)

domingo, 26 de junho de 2016

Alejandra Pizarnik: bi/homossexualidade feminina, aborto e masturbaçao nos anos 50 a 70

Dando continuidade ao Dossiê Alejandra Pizarnik, hoje vou falar de homo/bissexualidade, aborto e masturbaçao.

Para quem perdeu o inicio do dossiê :
·         De seus diarios – parte 1 e parte 2
·         Dos livros que ela leu
·         Dos filmes que ela assistiu
·         Do seu livro de poesias


Posteriormente, se eu tiver coragem, tempo e paciência, vos apresentarei outros assuntos tratados por esta mulher de alma intensa (nao necessariamente nesta ordem, visto que esse blog se chama caos e a ordem nao se aplica) :
1.      disturbios alimentares;
2.      suas doenças psicossomaticas e possivel hipocondria;
3.      como era ser judia e filha de imigrantes em um pais que ela nao se sentia muito à vontade;
4.     seus medos e angustias sendo uma femme de lettres : escritora, tradutora, cronista, jornalista;
5.      As tretas que ela arrumava com os vizinhos;
6.     sobre sua terapia, internaçao, remedios que tomava para o transtorno bipolar e esquizofrenia e por fim, o suicidio. (esta publicaçao, se existir, sera punk hardcore, so para os fortes, o assunto além de delicado, é dolorido! Infelizmente é um assunto que todo mundo evita, mas temos que desmistificar os transtornos e as doenças mentais e falar muito sobre)


Senta que la vem textao com todas as citaçoes da propria para endossar o que estou falando (vai em espanhol mesmo, lingua oficial do livro, porque é inviavel traduzir as coisas que leio e coloco aqui, se ao menos eu recebesse para isso, faria um esforço) :

Como arquivista de formaçao, gosto de saber como certos assuntos eram tratados em determinadas épocas. As provas concretas que ajudam a construir mais ou menos a historia sao os depoimentos, jornais, cartas, diarios, anotaçoes, ou seja, os arquivos pessoais.
Como a historia da condiçao feminina na América Latina é rarissima, quase inexistente, um diario que fala de sexualidade da mulher entre os anos 50 a 70 vale ouro. Obviamente que Alejandra é apenas um individuo de uma classe social privilegiada, teve acesso à educaçao, era escritora. Portanto, era um caso isolado, pois nao representa todas as mulheres da época, mas através dela e de outras pessoas citadas, todas da mesma classe social, podemos entender um pouco como certos assuntos eram tratados no meio literario, acadêmico, politico e social.
A classe social é de extrema importância para entender certos assuntos. A condiçao da mulher, o proprio feminismo, temas tabus sobre sexualidade, casamento, maternidade, estupro vieram à luz pelas mulheres da alta classe social que queriam ter os mesmos direitos dos homens, assim como queriam denunciar as injustiças. Nao que as mulheres de outras classes nao quisessem o mesmo, mas nao havia um meio para que estas pudessem se expressar, mesmo sendo as mais prejudicadas, pois nao tinham estudos, viviam/vivem cercadas de gente ignorante, intolerante, religiosa e reacionaria que castra qualquer tipo de manifestaçao fora da regra imposta. Ja as mulheres ricas e as lesbian chics, eram/sao letradas e podem se expressar por meio das artes, da literatura e do cinema denunciando ou relatando todo tipo de desigualdades e injustiças em que sao submetidas.
Hoje, graças à democratizaçao da Internet e o acesso às redes sociais, mulheres de diferentes raças e classes podem se expressar.

Em pleno ano de 2016, as mulheres ainda sao classificadas como santas e putas, recatadas e promiscuas.

Amen, sista!!!!
Homo/bissexualidade

"Quando eu amo,
eu devoro,
todo meu coraçao.
Eu odeio, eu adoro
numa mesma oraçao..."
(Baioque - Chico Buarque)

A Alê era como essa musica, amava e odiava numa mesma oraçao, pois era bipolar. É dificil saber onde começava o odio e terminava o amor e vice-versa. Conseguia ser homo/bissexual e homofobica ao mesmo tempo. Se a pessoa dava atençao, ela amava, se nao dava, ela odiava. Era assim com os pais, com os amigos, com o analista, com os/as amantes. Ela tem uma relaçao de amor e odio com todo mundo.

Tinha medo/vergonha/receio, nao sei ao certo, de assumir sua homossexualidade ou bissexualidade, queria evitar ao maximo suas relaçoes homossexuais, abomina-las, nega-las. Entretanto, estava sempre procurando e rodeando as lésbicas.
Vivendo em um pais catolico-conservador (Argentina) e com sua familia tradicional judia, pode ser que tudo isso inibia seus desejos e ela se sentia uma aberraçao por gostar de alguém do mesmo sexo.

Tinha algumas desculpas para explicar o porquê de homossexualidade :
Dizia que a mae que nao gostava dela, nao deu carinho na infância, entao ela busca este carinho em outras mulheres.

Creo que me enamoré. El problema persiste. Alguna vez lo tendré que enfrentar. Usted busca a su madre. Sí, indudable, pero si la busco es porque la preciso, la necesito. Y no está bien frustrarme tanto.

Nao se acha bonita e atraente o suficiente para chamar atençao dos homens.

En el fondo, me repugna ser mujer. Si fuera muy bella, lo aceptaría. ¿Por qué soy tan poco femenina si no soy homosexual?
Y jamás he sido femenina. E. M. dijo lo contrario. Tal vez soy demasiado femenina. ¿Qué importa?

A morte do pai a impede de entregar-se a um homem :

La muerte de mi padre me impide entregarme a un hombre, cosa que no me parece bien ni mal: es un hecho. Por otra parte, yo no quiero acostarme con el primer recién venido…

Ela dizia que nao era sapa, mas conhecia o brejo portenho todo, inclusive fez um retrato do mesmo, fala das lesbicas da alta sociedade e da alta burguesia, de como se vestiam e como agiam em publico :

De todos mis encuentros con elementos lesbianos he llegado a ciertas conclusiones. Y no deben ser muy erradas pues conozco a las lesbianas más notables de la homosexualidad porteña: las insoportables son las viriloides, las que han luchado durante años por aceptarse definitivamente homosexuales, soportando las opiniones y censuras y escándalos del medio ambiente (casi todas las homosexuales son de familia de alta sociedad o alta burguesía), hasta que mandaron al diablo a todo y ostentaron gallardamente sus melenas cortas, sus camisas, sus cigarrillos negros o rubios de mala calidad sospechosa, sus miradas particularísimas, etc. Cuando una lesbiana así se enamora y no es correspondida es capaz de todo. Su amor está hecho, entre otras cosas, de rabia, de ira, de desafío, de egoísmo llevado a sus últimas consecuencias, etc. Y siempre hablan en términos judiciales y éticos: «Hay que…», «No tengo derecho…», etc.

Percebeu que as relaçoes homossexuais eram iguais às héteros, pois os casais agiam da mesma maneira, como ela disse : nada diferenciava do vulgar matrimônio burguês. Ela se decepcionou porque achou que seria algo diferente.

Antes de la llegada de D. estuve oyendo un diálogo entre esas dos lesbianas que vienen todos los días. Hablaban de otra que las traiciona criticándolas y haciéndoles análisis psicológicos. Me asombra esa moralidad burguesa que manifestaban. En nada se diferenciaban de un vulgar matrimonio burgués. Quedé decepcionada.

Tinha « amigas de alma » que eram lésbicas, menos ela… (nao sei quem ela tentava enganar a nao ser a si mesma)

Pero la locura máxima la comparten C., y S., mis dos «amigas del alma» de este año 1959. C., particularmente, que está a punto para ser llevada al hospicio y que me da un poco de miedo el sólo recordar que estuvo en mi habitación y durmió conmigo. S. no está tan mal, pero hoy la odio porque no quiso venir aquí. En verdad, la única culpable soy yo. Es de preguntarse si se hubiera hecho mi amiga si yo no hubiera exagerado mi máscara de comprensiva – analista – amiga de lesbianas sin serlo – paciente, etc.


Fala com desdém da Gabriela Mistral, a unica mulher latino-americana ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura e da Marina Núñez del Prado. Insulta-as com xingamentos de 5a série : feias, lésbicas e amantes da mae-terra. Parece a fabula da raposa e as uvas, ela queria ser igual, mas nao conseguia, entao desdenhava…

Gabriela Mistral y Marina Núñez del Prado, recorriendo y reviviendo América por obra de su añoranza y nostalgia materna. Ambas feas, lesbianas y voluntariosas. Enamoradas de la madre tierra.

Fala  com o mesmo desdém de sua amiga J., recriminando suas leituras sobre o planeta, sobre Yoga, androginia, etc.

No soporto a las lesbianas. J., por ejemplo. Es como si tuviera bichitos en el lugar de la sensibilidad. Y los libros que leen. («Planeta», yoghi, etc. Todo lo que prometa un androginismo concreto en un futuro que ellas ya están calculando y mesurando.)

Apaixonou-se por Olga, Elizabeth, Susana, Mina, entre outras, inclusive pela Simone de Beauvoir.

« Confundo la amistad con el amor »

En especial hay dos personas: Olga y Elizabeth. Olga es valiosa, y yo la quiero. Elizabeth es idiota, y yo la quiero. Si no fuera tan idiota sería uno de los seres más peligrosos de este mundo. No me importa el abandono de Olga. Sé que jamás me hará daño. El abandono de Elizabeth es horrible: sé que me envidia, y tal vez me odie a pesar de quererme un poco. Y le doy miedo. Mucho miedo. Olga me tiene miedo por mi juventud. Elizabeth por lo que ella considera mis dones: inteligencia, sensibilidad. Además, me odia porque yo sé que es homosexual.
A pesar de todo, aunque suceda cualquier cosa, quiero decirme de nuevo que Olga es el ser más maravilloso que conocí. Y si no la hubiera conocido nunca, si no existiera, mi vida sería más pobre. Me lo digo con miedo. Quisiera quererla siempre, pero serenamente, sin obsesiones.
Elizabeth vendría a ser la encarnación de mi demonio. (Claro que no en una forma absoluta.) Por eso no la juzgo. Su inmoralidad concuerda con mis más peligrosos deseos, que reprimo y expulso. Y tal vez, el saber que ella realiza tales actos, me sirve de catarsis. Mientras ella se hunde en la falsedad, en la mentira y en la enajenación, yo hago planes positivos y constructivos.
Elizabeth está bien. Trabaja y ama. Ahora no me necesita. Me buscará cuando esté angustiada y acorralada.
Ayer pasé el día en lo de Susana. Lo pasé bien y mal. Gocé de las flores, del césped —cómo me gusta el césped—, del nadar, andar en bicicleta. Sólo que me ponía nerviosa cuando se acercaba la madre. Como Susana me confió que es homosexual y que su madre sufre por eso, yo, cada vez que ésta me hablaba o me miraba, me ponía tensa, como si yo fuese Susana, o en el caso de no serlo, como si hubiese venido a seducirla.
Claro es que mi desamparo afectivo y mi sensualidad exasperada se conjugan para destruirme. Ayer, sin darme cuenta, asombraba a V. besándola intempestivamente. Es verdad que no la amo pero la deseo.
Una de las propiedades de Ann es su bisexualidad. A veces es mujer hasta la cintura y después hombre o viceversa. Le gusta violar muchachitas vestida de joven príncipe. Su fascinación es su mirada. Es absolutamente libre y desdeña a todo el mundo.

Além da Violette Leduc, o segundo caso de mulher apaixonada pela Simone que vejo é a Alejandra. Logo se vê que as duas eram doidas megalomaniacas mesmo. A Alê ainda reconhece que tinha se apaixonado pelo impossivel, pois nunca seria correspondida :

Pero caminando y caminando descubrí que no había salido a ver Belleville sino a Simone de Beauvoir. Y descubrí, horrorizada, que tenía unos deseos angustiosos de verla, de oírle hablar, de mirar sus ojos. Me detuve para insultarme. Sólo esto te falta, me dije. Pero me dieron ganas de llorar. Habrase visto semejante idiota, rezongaba la Alejandra juez. Pero la acusada lloraba. Creo que se enamoró de S. de B. Al diablo los desdoblamientos. Por qué diablos no se enamoró ella de mí. Pero aquí está el nudo de la cuestión: debo decirme, por milésima vez, que sólo me enamora lo imposible y lo lejano. Que si se hubiera enamorado de mí y me lo hubiera dicho yo, posiblemente, no hubiera respondido nunca a ese amor. Pero esto último es una construcción racional psicoanalítica que no siento. Lo más seguro es que me hubiera enamorado igual.

É obcecada por M. a ponto de persegui-la :

Y todo porque quise ver a M. en la realidad y a la salida de la oficina me tomé un taxi hasta la suya. Verla salir, hacer como si la encuentro por azar, tal vez tomar un café juntas y hablar un poco, lo suficiente como para que me dé cuenta [de] que es una persona como cualquier otra y no me obsesione más. Pero no la vi, y hay algo de maleficio en ello. Y pensé que tal vez ella sí me vio y qué creerá ahora de este pequeño monstruo que la persigue; creerá que soy una lesbiana infecta, y no me importa sino no haberla visto, lo que me hizo jurar olvidarme para siempre de ella, lo cual es imposible, etc. Odio. Odio. Yo odio y quisiera que todos muriesen, salvo la vieja repugnante mendiga de ayer que dormía en el metro abrazada a una gran muñeca.
Durante todos estos días asocié el día miércoles (hoy) con M. Ayer pensé que si M. viniera de improviso a la oficina, yo me desvanecería de sorpresa y terror. Pero una voz dijo: «M. no es más que un nombre. Su persona, su realidad, su cuerpo, ella, no tienen nada que ver con la M. que has inventado». No es indiferente que sus iniciales sean tan parecidas —en sonido— a la palabra —el ave de mi delirio.
Deriva de dos seres que erigí en obsesiones: M. de quien estoy enamorada; M. es mi madre. Pero yo no sé nada de psicoanálisis, salvo que el mío no sirvió para nada. Lo que debiera hacer es abrir los ojos: darme cuenta que M. no existe en la realidad. Pero no es tan fácil.
Aún el sueño de anoche, aún la visión de M. iluminada como una madona, erguida en mi frente, erigida en mi confusión como el dios de la lluvia en el cerebro de un salvaje. Tengo conciencia de mi esquizofrenia de hoy, de mi zona de fragmentos y balbuceos, de este baldío con algunos diamantes entre las plantas podridas. Más que nunca sé que M. no corresponde a esta imagen que me delira. Y más que nunca quiero llamarla, a la verdadera, y decirle que venga, que la espero. Hasta me suicidaría por el solo placer de agonizar y llamarla —suponiendo que no se negaría al pedido de una moribunda. Pero sí que se negaría. Y además no importa. Creo que aún moribunda no la llamaría por temor a lo que pudiera pensar E., por temor a lo que pudiera pensar todo el mundo de la gran Alejandra que muere clamando por una lesbiana. Y al mismo tiempo (¿es una defensa?).

Sonhava com mulheres

He soñado con Mina. Sueño sexual. Es la segunda vez que tengo un sueño sexual con ella.

Soñé con la mujer rubia del Laënnec decía que soy sucia. Yo me defendía: «Desordenada sí, pero no sucia». «No —decía la mujer—, sucia, completamente sucia.» Al final hago algo que me vale el respeto y el afecto de todos. No sé qué es, pero al final aparezco fuerte y respetada como siempre me imaginé y deseé. Ambiente homosexual en el sueño, pero no completamente.

Dizia que nao conseguia ter orgasmos com mulher (ou se negava):

Olga no me quiere más. Me ha abandonado. No estoy triste por mí sino por ella. Ahora yo no podré quererla. Y nadie pudo haberla querido más que yo. Ella maltrató mi amor. Un amor puro y abstracto. Pocas veces he querido tanto a alguien. Ahora no sé si la quiero, pero ya no le daría mi vida, no me interesa su destino. Es más: algo lejano me dice que yo la hubiera podido salvar y que ella no quiso salvarse. Según O., yo habría sentido deseos por ella, es decir, deseos homosexuales. Creo que no. Por lo menos, conscientemente, no lo pensé jamás. Ojalá fuera homosexual. Siempre me lo digo. Pero no creo posible, para mí, arribar a un orgasmo con una mujer.

(…) me acerqué a Cristina y después de un espacio de tiempo —¿qué resoluciones?, ¿qué deseos?— que será siempre misterioso para mí, me vi en un abrazo de Cristina, besándonos las dos, haciéndola gozar y gemir (yo no sentía placer, no sentía nada).

Ia ao cinema assistir « L-movies » para ficar fantasiando depois.

Me fui al cine. Vi Internado de señoritas, que me dejó convulsionada. Mi adolescencia. Mi espantosa adolescencia. Ese amor de una alumna por su profesora. Una situación así pero correspondida me hubiera salvado. Volví a mi casa enajenada, tal vez esquizofrénica. Toda la noche tuve fantasías eróticas en torno de este asunto. No puedo creer en mi edad. Me siento estafada. Y lo peor es que ya es tarde. Además, no puedo tener aventuras sexuales con mujeres. (La experiencia del miércoles.) Nada puede compensar mi necesidad de ternura. Nada sino la imaginación.

La homosexual de La sed. Sus ojos, en la escena de su encuentro con la mujer histérica, tenían un brillo tan mítico, una fijeza tan terrible, que hubiera querido levantarme e introducirme en la pantalla. Una mujer así no es homosexual, no es nada. Es de otro mundo. Por eso aún vibro y me disuelvo de deseos de encontrarla. (Posiblemente esta noche fantasee con ella muchas horas.)

Recién fui al cine. Vi Les liaisons dangereuses. Me enfermó una escena: cuando Jeanne Moreau abraza a Cécile, cuando Cécile se acuesta con su malla de baile y la otra le toca los muslos y le habla mirándole el sexo. Me importa poco si soy homosexual o no, pero esa escena me dejó delirante.

Sem falar na historia da menina no cinema que começou a se esfregar nas pernas dela, pelo visto ela gostou :

En el cine me senté junto a una muchacha que me rozaba las piernas con gestos furtivos. Me emocioné y lloré en silencio. Después vino otra, su amiga, a buscarla y se fueron. Lloré hasta el final de la película.

Fala que pega muitos homens so para pagar de hétero, mas na real é quase casta… ahahahaha

He descubierto mi tendencia a conversar de temas obscenos, tratándolos con humor. Como dejando soslayar que participo en terribles orgías sexuales. Debe ser una manera de encubrir mi forzosa o forzada castidad, o lo que fuere. O también, para demostrar que soy absolutamente heterosexual, dado que mi vestimenta bohemia y mi voz ronca pueden hacer pensar en la homosexualidad. Lo cierto es que hablo como una devoradora de hombres. Moi! La pauvre petite.

Finalmente passa a reconhecer que era homo/bissexual:

Y hoy a la mañana me dije que no me voy a negar nunca más ninguna experiencia sexual, sea con quien fuere.

Dejé de pintarme. Ahora parezco una lesbiana típica. Bienvenida sea. Para qué mentirme. A mí me gustan las mujeres, sólo las mujeres. Pero no sexualmente. He aquí el problema.

Via os homens como meros objetos sexuais :

Me gustaría, más que cualquier cosa en el mundo, encontrar una amiga, alguien con quien poder mirar y descubrir París. No hablo de un amigo. Los hombres son para mí objetos sexuales. Ésta es mi originalidad, según creo. Una suerte de lesbiana normal.

Achava mesmo que Paris era uma festa, chegou la pensando que as lesbiennes parisiennes iam dar em cima dela e partiu caçar nos cafés. Porém, uma vez ela se deu mal, mas terao que ler no diario porque nao da colocar a historia completa aqui.

Indudablemente mi fin o uno de mis fines es dar rienda suelta a mis delirios homosexuales aquí, en París, creyendo que a mi paso todas las lesbianas se me arrojarían.

Sobre sua amiga A., uma lesbica que ela ja tinha pegado e que casou com um gay :

Quise decirle que: vos te casaste con un homosexual para mantener al abrigo tu lesbianismo, él te mantiene y te permite decir mierda al trabajo. No dije nada, of course.

O seu analista, que ela chama pelas iniciais do nome, P.R.,  era um tanto homofobico :

Al doctor P. R. tampoco me ayuda como analista: alguna que otra vez manifestó una repulsión puritana por la homosexualidad. ¿Sabe curarla? ¿Y por qué no hace algo? Porque no puede. Porque no puede aunque quisiera.

Sua amiga Renée foi internada no hospicio, ela nao sabe ao certo se é por trafico de drogas ou por ser homossexual, ja que seu analista deixou a entender que era pela segunda opçao.

Diálogo con P. R.:
«Le vendría bien ir al hospicio para ver en qué termina la homosexualidad…».
 Fingí no entender. Tuve mucho miedo. Traté de que se desdijera

R. está en el hospicio por contrabando de drogas y no por homosexualidad (aunque la madre, tal vez, la intuye y por eso hizo que la encerraran)

Achava que seu instinto suicida tem a ver com a sexualidade

Creo que mi perpetua tentación del suicidio viene de no encontrar a alguien que sienta lo sexual como yo y creo que mi enorme facilidad por el placer meramente físico tanto en relaciones heterosexuales como homosexuales es, en el fondo, algo que impide lo otro. Apenas puedo escribir sobre estas cosas y sin embargo debo hacerlo.

Sentia ciumes da M. e da E.,  declara que amor de lesbicas também é amor, mas nao gosta que elas defendam este amor aos gritos.

Cada vez que veo a M. y a E., siento que no puedo comunicarme con la gente.  Debo sentir celos por su amor. Si bien amor de lesbianas, es amor. Es evidente que se aman. Lo que me enerva es cuando defienden el concepto del amor a los gritos. Me dan ganas de gritar obscenidades.
 ¿Y si yo, en el fondo, fuera una moralista? Me gustaría mucho.
La gran imbécil. Siempre quiere ser algo.
Sí. Encontrarse con M. y E. es prueba de mi autodestrucción. Deseo que me torturen. ¿Y por qué me torturan? Porque me tratan con naturalidad, como a un simple ser humano, un poco fastidioso, con cierta bondad, pero al que es preferible ver lo menos posible.
La dulce Alejandra, la hija de puta. Tiene miedo.

Masturbaçao

La gente debería masturbarse. Amarse platónicamente y masturbarse.
El amor fantasma o el erotismo solitario. Lo que me fascina de la masturbación es la enorme posibilidad de transformaciones que ofrece. Ese poder ser objeto y sujeto al mismo tiempo… abolición del tiempo, del espacio…

Aborto

Estava em Paris, sozinha, além do transtorno, do abuso de alcool e tabaco, ainda engravidou. Claro que uma pessoa transtornada como ela, nao tinha condiçoes nenhuma de ser mae. Ela conta como foi essa experiência dolorosa.

Pero no sé qué me obliga a incluir un aborto entre las grandes experiencias del dolor. Fue un dolor físico espantoso, de acuerdo, pero ¿por qué me habrá de traer la sabiduría? No. Sabiduría, no. Lucidez. O al menos prudencia. Entiendo por ello cierta receptividad de mis propios sufrimientos; saber que sufro por culpa mía —¿por culpa mía?—. Este suceso o itinerario de un mes y medio. Sus etapas: haberme acostado con C. en perfecto estado de ebriedad. Haber esperado un mes y medio con el horror insoslayable de mi presentido embarazo (lo presentí en cuanto se me pasó la borrachera). Haber sabido que estoy encinta. Haber solucionado este estado increíble (buscado cómo solucionarlo y no obstante no creyendo, no obstante haber esperado un milagro). Haber buscado y haber encontrado la manera más sórdida, la más dolorosa. Y todo ello sola, absolutamente sola, tan sola que ni me había dado cuenta de ello hasta que M. L. me acarició y me dijo «vous n’êtes pas si seule, moi je pense à vous», y entonces el llanto, las horas de llanto por haber sabido que sí, que estaba absolutamente sola pero mucho más que antes porque M. L. me dijo cosas muy hermosas pero después no la vi más, por lo cual me quedé doblemente sola, o tal vez solamente sola de M. L. que ahora, de nuevo, se confunde en mí con la imagen de una santa protectora y amparadora que se aleja y se esfuma en la medida en que se acrecienta mi deseo de oírle de nuevo lo que me dijo cuando yo estaba sola en general y no sola de ella en especial. Y me pregunto si M. L. tuvo derecho a hacer lo que hizo, a consolarme con palabras peligrosísimas por lo que tenían de promesa y de adhesión. Porque no es un juego decirle a alguien como yo «je vous aime beaucoup» y acariciarme. Y las otras cosas que dijo, tendiendo todas a envolverme en un calor mágico que es el que busco toda mi vida. Por eso, desde que me dijo todo eso, el aborto no posee más su adulta calidad de «experiencia del dolor» sino que más bien fue una simple caída, algo que sucedió por imprudencia infantil y que me hizo sufrir desmesuradamente, por lo cual M. L. me acarició y me habló como a una niñita castigada por alguien muy sádico.
  Cuando iba a ver al médico, temblorosa y ansiosa por que el asunto estuviera ya acabado me miré en el espejo de una librería y vi la cara de mi madre en el lugar de mi cara. Llevaba un abrigo que nunca llevé en París —parecido a uno de mi madre—. En ese momento supe que yo, dentro de mí, era mi madre que corría a abortar a fin de que yo no naciera. Como si mi madre hubiera dicho: «Vos vas a hacer lo que yo no me atreví». No una vocación, una carrera, sino una ruptura, una cercenación. Desde muy niña me acechaba y atraía la palabra «nihilista» que yo comprendía como: reducir a nada; hacer polvo, y pensaba en mi madre: una mujer joven y bella, perfectamente eslava y perfectamente nihilista. Después supe que no, que yo había reconstruido una madre novelesca. Pero el otro día, en el autobús camino hacia el lugar de mi Gran Acto, recordé los clichés eslavos, la joven nihilista. En fin, yo estaba haciendo aquello que no osó la madre inexistente que forjé mentalmente a base de Turguéniev y de fantasías desaforadas.

sábado, 25 de junho de 2016

Balanço de leituras, filmes, etc

Leituras terminadas

Para o projeto «Os 100 livros essenciais da literatura canadense », li RU, da escritora vietnamita-québécoise Kim Thuy, é um romance autobiografico sobre sua familia de refugiados que vieram para o Canada durante a Guerra do Vietnam. Eles eram ricos e perderam tudo. Para fugir da guerra, entraram em um barco com mais de 200 pessoas, alguns estavam doentes, ficaram em um campo de refugiados na Malasia antes de conseguirem chegar no Canada. É uma bela historia! Às vezes olho para esses refugiados e acho que todos tem historias tao interessantes quanto esta, mas infelizmente nem todos sabem coloca-las no papel, nao ha um centro de arquivos que registra a vida dessas pessoas. A humanidade perde, pois registra apenas os feitos de homens brancos, exploradores, colonizadores, amantes da guerra e do dinheiro. Historias de superaçao, de sobrevivência, de « renascer das cinzas », de « tirar leite de pedra » nao interessa. É uma pena!

Terminei também a leitura de duas peças teatrais do Jean-Paul Sartre « Houis clos » e « Les mouches », mas vou fazer um post especifico porque estou lendo outras coisas dele.

Filme

Assisti Under the Skin, dirigido por Jonathan Glazer, é um filme de ficçao cientifica on the road, baseado no livro homonimo do escritor Michel Faber.
A protagonista, representada pela Scarlett Johansson, sai pela estrada perseguindo homens, oferecendo carona e leva-os para « casa » dela. A maioria desses homens sao solitarios, imigrantes vindos da Albania, Republica Tcheca, homens com problemas fisicos, ou seja, aqueles que ninguém vai sentir falta.
Uma mulher perseguindo homens é ficçao cientifica, ja o contrario, é vida real mesmo. O filme tem pouquissimos dialogos e quase duas horas de duraçao. A fotografia é bem bonita, foi filmado na Escocia.
Precisaria ler o livro para entender direito essa historia, o porquê dos alienigenas se interessarem por esses homens. Tem também o tiozinho da moto que nao sei direito pra que veio, mas minha motivaçao para ler sci-fi é quase zero, ou seja, vou ficar sem entender. Mesmo meio perdida, o filme me prendeu até o final, gostei.

Foto
Por do sol apos às 21h no verao.


Musica
Falando em imigraçao, trabalho com um rapaz que veio da Costa do Marfim, chegou aqui aos 18 anos, sozinho, hoje tem 24. Cuida da casa, lava, passa, cozinha, tem 2 empregos, sai de casa às 6h da manha e volta às 10h, mesmo dando duro, é uma pessoa leve, de bem com a vida. Ele me lembra o personagem Obinze do livro Americanah, da Chimamanda.

Estavamos falando do Bob Marley e ele começou a cantar “Redemption Song”. Nao sei se vocês ja tiveram o privilégio de ver um africano cantar, é algo meio espiritual, cheio de emoçao, sai da alma, ainda juntou com a letra da musica que é muito forte, eu comecei a chorar de tao lindo e tocante que era. Tive que ir ao banheiro para enxugar as lagrimas e me recompor, imagine o que os brancos do recinto iriam pensar ao verem a cena? Nao iam entender nada. Assim como o outro que trabalha com a gente, nao sabe porque ganha mais do que eu e o africano, mesmo fazendo o mesmo trabalho, mas eu e o africano sabemos, ta explicado na musica. Nao temos um salario digno como os brancos, mas temos uma musica de redençao e isso nao ha dinheiro que pague. Podem escravizar nosso corpo, mas jamais a nossa mente.


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Leitura: "Milk and honey", de Rupi Kaur


Milk and Honey (sem titulo em português) é um livro de poesia escrito pela canadense de origem indiana, Rupi Kaur. Ela é super jovem, tem 20 e poucos anos, a poesia tem uma linguagem young adult ou de « Tumblr », mas nem por isso deixa de falar de assuntos pesados como estupro, violência contra a mulher, dores, perdas, etc.
Comecei a lê-lo em uma livraria e depois comprei no Kobo por $10. É dividido em quatro partes :
The hunting, the loving, the breaking and the healing. Vou deixar alguns poemas com ilustraçoes para vossa apreciaçao:

“I am a museum full of art
But you had your eyes shut.”











terça-feira, 21 de junho de 2016

4 anos de Canada

Parece eu chegando por aqui...
« Saí de minha pátria, empenhei meus bens, deixei minha boa vida e me entreguei aos braços da sorte, para que ela me levasse aonde mais lhe agradasse ».

Poderia ser uma citaçao minha, mas é de Dom Quixote. Imigrar é uma aventura quixotesca, pois nao sei onde termina a razao e começa a loucura e vice-versa.

Em 4 anos minha vida mudou muito, nao sou a mesma pessoa que eu era no Brasil, às vezes nem eu mesma me reconheço.


Nao sei fazer textao bonito para falar desta aventura como outros brasileiros de vida bem estruturada fazem. Nao consegui digerir tudo, ainda estou perdidaça, estou como Alice no Pais das Maravilhas, nem sei o que fazer da vida, nao sei coloca-la nos eixos. 

domingo, 19 de junho de 2016

Mulheres na direçao: Léa Pool (Québec)


Léa Pool nasceu na Suiça, mas vive no Québec, Canada. Gosto bastante da tematica de seus filmes. Até o momento assisti a 3 deles:

Maman est chez le coiffeur (2008). É verao, década de 60, uma mulher jornalista descobre que seu marido a trai com um homem, ela pede para ser correspondente em Londres e deixa sua casa e os três filhos com o pai. É um filme bem bonito e sensivel. De um lado, o pai que nao pode se assumir. Do outro a mae, que se sente humilhada com a situaçao. O filme é mostrado pelo ponto de vista das crianças.


The Blue Butterfly (2004). Baseado em um historia real, um garoto chamado Pete, de 10 anos, com tumor cerebral, recebe a noticia dos medicos que tem apenas alguns meses de vida. Ele adora borboletas, seu sonho é capturar a borboleta azul, ele e sua mae tenta convencer um biologo entomologista Georges Brossard, apresentador de um programa sobre insetos na TV e fundador do insectario de Montreal, a leva-lo na floresta tropical, no habitat natural da borboleta.
É um filme sobre realizaçao do sonho, pois sonhar era tudo o que restava para ele,  fé na natureza, poder da mente, esperança, cura e superaçao. Talvez ter fé numa borboleta ainda é melhor do que nao ter fé em nada (meu caso).
A fotografia é muito bonita, imagens bem estilo National Geographic,  mostra insetos e animais na floresta, curandeiros, cultura indigena, cachoeiras e rios.



Lost and Delirious (2001). Duas meninas (Victoria e Paulie) se apaixonam no internato onde estudam e moram, até que a irma mais nova da Victoria flagra as duas na cama. Como a familia de Victoria é muito conservadora, ela termina a relaçao com Paulie, mesmo amando-a e passa a namorar um garoto.
Paulie é adotiva e esta em busca de sua mae biologica, mas a mesma recusou encontra-la. Sentindo-se rejeitada pela mae, por Paulie, sofrendo humilhaçoes na escola por causa de sua sexualidade, ela passa a ter um comportamento agressivo e auto-destrutivo.

É um filme muito triste sobre sexualidade na adolescência. Eu chorei muito e fui dormir, no dia seguinte meus olhos ficaram inchados toute la journée. Pensei que o choro fosse por causa da minha deprê, com a historia do filme, com o atentado em Orlando, peguei as dores e senti raiva desse mundo homofobico, mas fui no filmow dar nota no filme e todo mundo nos comentarios tinha chorado, entao nao é so minha emoçao que esta falando, realmente toca todo mundo.


Minha lista "Mulheres na direçao" no Filmow ja tem 1744 filmes cadastrados e 173 assistidos até o momento.

Veja também:

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Alejandra Pizarnik: Leituras, livros, autores e comentarios

Alê, fiz uma lista de livros e autores que você leu (com seus comentarios que sao os melhores para que eu possa consulta-los posteriormente). Você me deixou com vontade de ler alguns livros e reler outros, te agradeço por mencionar livros de poesia, principalmente poetas franceses e latino-americanos, vou atras de todos eles.
 « Éste es tu lugar, Alejandra, y jamás saldrás de aquí. Éste es tu lugar, junto a Rimbaud y Nerval. ¡Junto a Vallejo! Junto a los adorados seres inexistentes que jamás te desilusionarán y a los que nunca cansarás con tus andares de neurótica mundana. »
« Pero ¡sólo sé que vivo realmente con Vallejo, Neruda, Apollinaire y a veces Rimbaud! »
« Recordar lo maravillada que quedó la adolescente que fui cuando Rilke, Dostoievski, Rimbaud y tantos otros que hablaron con fervor del sufrimiento. »
« Ciertos seres son mis camaradas de llanto: Hamlet, Blanche Dubois, Vallejo, Palinuro, Baudelaire. Si no sabría [sic] de sus existencias, moriría tecleando en la Underwood de algún cajón comercial. Con ellos, el humo de mi cigarrillo consume las mejores horas. »

Era cleptomaniaca de livros, roubava-os sem a menor culpa :
« ¿A Alix? Yo le robé dos libros de Sade… »

« Ayer robé La Chartreuse de Parme del Instituto de Literatura Francesa. Lo hice —no sé por qué, pero me gustó hacerlo—. Es una forma de pedir, ya que nadie me da nada. «Je vous arracherai en tonnes ce que vous m’avez refusez en grammes!» No siento la menor culpa. »

·         Amadou (El ocultismo)
« Me molesta descubrirme tan sin fe. Pero ¿no soy yo quien se cree capaz de hacer llover, de quitar existencia a la muerte, de manejar el mundo como si fuera una bicicleta? ¿Qué pasa entonces? Sucede que me estoy transformando en una horrible intelectual »

·         Julien Green (El visionario e Le voyage sur la terre)
« la lentitud, la maravillosa lentitud de las descripciones. Se siente un tiempo distinto, un ritmo particular. Green no escribe: dibuja »

·         César Vallejo
«¡¡Haber nacido para vivir de nuestra muerte!!», gime César Vallejo

« ¡Amado Vallejo! ¡Mi adorado poeta triste! ¡Tú con tus huesos hambrientos y el pelo revuelto y la nuez anhelante y el torso partido y el sentir escabroso y la soledad y el sexo balbuceante y la soledad y el ojo vestido de gris y la soledad y el amado lloro de siempre y la soledad y los golpes de la vida tan fuertes y la soledad y el yo no sé, el porqué de tanto daño, de tanto golpe duro y malo, de tanta suciedad pendiente y la nada y lo horrendo y el mefistofélico bastón en quien no apoyarse y el bendito Dios que camina junto a ti y el terrible exilio de los eternos fugitivos, y las calientes lágrimas una más una hasta la ecuación imposible y los dulces monos de Darwin agitando veinte dedos por cabeza y el tric-trac de los huesos pidiendo un trozo de pan en que sentarse! ¡¡¡¡y y y y la soledad el llanto la angustia la nada y la soledad!!!! ¡¡¡¡Amadísimo queridísimo César!!!! ¡¡Hasta cuándo!! ¿¿Siempre?? Lloro. »

« Escribo «automáticamente» dos poemas. Uno me gusta. Noto el aire de Vallejo. Me siento ladrona. »

« ¡Adoro mi poesía! ¡Es la única que me gusta! Imitando la de Vallejo, en la que se nota mis influencias de la primera época (año 1930). »

·         Shakespeare
« Quién me enseñó el nombre de Shakespeare? Nadie. Nací con este nombre grabado a priori en mi nebulosa. ¡«Esto» es eternidad! »

« Lady Macbeth lavándose las manos… Sorprendente en Macbeth cómo todos pasan del deseo a la acción. Ese cuidado de no frustrarse. Como si ello fuera lo natural, lo esperado, cuando en verdad, debiera ser lo opuesto el hecho natural. Además si las brujas le hubieran predicho circunstancias desdichadas, M. no hubiera actuado para concretarlas. Las brujas son, en esta obra, horriblemente seductoras. Son el inconsciente, la voz infantil que lo quiere todo y ahora. La locura es obedecerla. Macbeth hubiera tenido que suspirar de nostalgia o, en nuestros días, hacerse psicoanalizar. »

« Clase de Crítica de Arte. Cuestiones literarias. No se puede escribir sin conocer Gramática. Conceptos claros. Shakespeare tenía un vocabulario de 17 000 vocablos. Los niños lo poseen de 500. »

·         Marcel Proust (heptalogia « À la recherche du temps perdu »)
« Magnífico momento ése el de Proust torturado de no poder ser besado por su madre. Conmovedoras las artimañas. Me gusta su abuelo, pero no su abuela a pesar de sus paseos por el jardín y su aire de espartana. No me gusta la salud espiritual inconsciente. No me gusta la sencillez del campesino que no entiende nada y no tiene más que bondad y alegría. No. Quiero un espíritu palpado mil veces por su mano y torturado y feliz y contradictorio. »

« A Proust lo veo un tanto nebuloso. Es el receptáculo donde entran todos los hechos, emociones y sensaciones dignas de ser notadas. Todo el tiempo de la lectura estaba calculando la edad que tendría en determinadas circunstancias »

« Pienso en Proust. Hay veces en que me pone nerviosa por su forma tan arbitraria de otorgar extensión a ciertos pasajes más que a otros. »

« Recién me entero que Proust es «fatigoso» para leer. Hasta hay consejos: «comience con 20 páginas diarias. No se desanime. Luego aumente la dosis».

« ¡Proust! ¡Qué artista tan puro! Frente al arte, todo lo demás es nada. Las rencillas cotidianas son el tosco papel que lo envuelve. Los deseos de amar, los anhelos eróticos. Todo eso no es más que accidente. Accidente fatal, que hay que aceptar sin entregársela »

« Dejo de leer a Proust. No puedo seguir con Sodoma y Gomorra. »

« Creo que volveré a Proust. Su mundo de princesas y duquesas es ideal para apartarse de esta masa llena de miedo y proyectos sangrientos »

« Vamos, yo leí dos o tres que parecían escritos por castrados.
  —¿Cuáles?
  —Proust…
  —¿Y no habla de sexo?
  —En ningún párrafo. »

« Proust era judío, no es un azar »

« Proust describe las odiosas maquinaciones del matrimonio Verdurin para separar al barón de Charlus de Morel. En ese momento, no era posible asociar el menor atisbo de bondad a esos seres terribles en sus mentiras y complots. Pero de pronto ¡oh vida! Aparece la desgracia de Saniette, su descenso a la completa miseria material. Veo entonces (como si se hubiesen dado vuelta sus almas) a dos personas que meditan desinteresadamente la mejor forma de ayudar a su desgraciado amigo. ¿Puedo pensar entonces que son bondadosos? No, pues recuerdo la maldad e injusticia de su acto anterior (la ofensa al b. de Charlus). ¿Puedo pensar que son completamente perversos por esa maldad? No, pues el discreto auxilio a Saniette revela su generosidad… ¡Y así ocurre con todo y con todos! »

« Así por ejemplo sé que dediqué tres meses a leer En busca del tiempo perdido y no recuerdo una sola escena, no recuerdo nada de este libro. »

·         Alfonsina Storni (Poemas)
« Estuve leyendo unos poemas de Alfonsina Storni. Me gustan. Pienso en su muerte y me acongojo. (Dos días antes de morir, preguntó a su amiga Margarita: «M., ¿tú crees en Dios? Sí. ¡¡Pues reza por mí!!».)
  Y después salió. ¡Y no vino más! ¡No volvió!”

« Todos los años el mar realiza un acto de alegría. La causa: la posesión de su amada Alfonsina Storni. »

·         Katherine Mansfield (Diario)
« Leí los primeros cuentos de Katherine Mansfield. Tiene un profundo sentido del ridículo, y algunos son casi tan deliciosos como los cuentos posteriores. ¿Cómo podía sentir lo cotidiano con tal intensidad? »

« K. Mansfield dice: «No vivo más que para escribir». «La gente no me importa. La idea de la gloria y del éxito no es nada, menos que nada.» Luego, escribe una novela y la envía al día siguiente para ser publicada. »

·         Apollinaire
« Leí Apollinaire, poemas graciosos y medianos. »
« Apollinaire aconsejaba para vencer el vacío escribir una palabra luego otra y otra hasta que se llene. »
« He leído dos cuentos de Apollinaire, llenos de gracia y encanto y de esa dulce fantasía traviesa que jamás he encontrado en ningún otro escritor. »

·         Rimbaud
« Y vuelvo a decir con Rimbaud: Encuentro sagrado el desorden de un espíritu »
« Nadie escribió lo que yo sueño leer. Ni siquiera Rimbaud. »
« De nuevo soñé con Rimbaud. »
« Estuve leyendo un ensayo de Debray sobre Rimbaud. Y cada palabra era en mi sangre. »
« Quisiera —con Rimbaud— comer piedras. »
« Rimbaud abandonó la poesía. Pero yo no soy Rimbaud.”
“Rimbaud me enerva. Me refiero a poemas como «Promontoire».”
“ Mis jóvenes amigos vanguardistas son tan convencionales como los profesores de literatura. Y si aman a Rimbaud no es por lo que aulló Rimbaud: es por el deslumbramiento que les producen algunas palabras que jamás podrán comprender. Además, las contiendas literarias sólo las hacen los que están contentos y bien instalados en este mundo. Es una actividad suplementaria, un hobby nocturno, mientras se está en la cama reposando, tomando café o whisky. »
« Rimbaud no tenía escritorio. De allí que no hubo nunca otro como él. Todos quieren ser Rimbaud, pero con escritorio. »

·         Baudelaire
« Su falta de modernidad consiste en esa división del poema: primera parte, un ejemplo sacado de la mitología o de la naturaleza y luego la segunda, que compara el estado anímico o el dolor metafísico del poeta con ese ejemplo. O sea, poesía-parábola. Ello no impide que B. sea maravilloso. Además, lo que digo no implica a toda su poesía. »

« Poemas en prosa de Baudelaire. Seres marginados (voluntariamente o no). En el poema I aparece un «extraordinario extranjero» que sólo manifiesta adhesión a las «maravillosas nubes». Por lo demás, nada existe para él. No tiene familia; desconoce la amistad y dice ignorar el paradero del lugar que podría llamar «patria».
 En el poema II, aparece una viejecilla llena de gozo por estar mirando a un niñito precioso. Le gusta tanto que quiere gustarle. Pero cuando se le acerca el niñito se echa a berrear de espanto. Entonces la mujer decide sustraerse de todo afecto humano y confinarse en la más pura soledad. (Por cierto que hay una ironía en su exclamación:… l’âge est passé de plaire, même aux innocents… O sea: nadie tiene la culpa de su sufrimiento.)
Poema III. Paralelo con Rimbaud sobre los nervios crispados Les nerfs vont vite chasser. Intensidad y crispación. »

·         Simone de Beauvoir (O Segundo Sexo)
Ela encontrou com Simone em Paris :
« Ayer me encontré con Simone de Beauvoir. Pero el encuentro no importa tanto como lo que lo precedió: mi miedo. Varias horas de taquicardia, varias horas de pulso enloquecido. »
« Simone de Beauvoir me dijo que soy muy tímida. Es cierto: pero lo soy porque lo único que me interesa es agradar, y como no me siento segura de ello, soy tímida. »

Deu uma de Violette Leduc e se apaixonou pela Simone também (ela se apaixonava por qqr um(a) que desse atençao para ela) :
 « Hoy salí a ver Belleville —siguiendo el consejo de S. de Beauvoir—Caminé veinte minutos por algunas callecitas, con bastante miedo a causa de los hombres siniestros. Pasé por el Hotel de la Esperanza, que creo que es el que describe Miller. Pero caminando y caminando descubrí que no había salido a ver Belleville sino a Simone de Beauvoir. Y descubrí, horrorizada, que tenía unos deseos angustiosos de verla, de oírle hablar, de mirar sus ojos. Me detuve para insultarme. Sólo esto te falta, me dije. Pero me dieron ganas de llorar. Habrase visto semejante idiota, rezongaba la Alejandra juez. Pero la acusada lloraba. Creo que se enamoró de S. de B. Al diablo los desdoblamientos. Creo que me enamoré. El problema persiste. Alguna vez lo tendré que enfrentar. Usted busca a su madre. Sí, indudable, pero si la busco es porque la preciso, la necesito. Y no está bien frustrarme tanto. Por qué diablos no se enamoró ella de mí. Pero aquí está el nudo de la cuestión: debo decirme, por milésima vez, que sólo me enamora lo imposible y lo lejano. Que si se hubiera enamorado de mí y me lo hubiera dicho yo, posiblemente, no hubiera respondido nunca a ese amor. Pero esto último es una construcción racional psicoanalítica que no siento. Lo más seguro es que me hubiera enamorado igual. »

·         Leon Pierre-Quint (A Vida de Proust)
« Lo que ocurre es que estoy impresionada por lo que he leído sobre Proust. Lo encuentro prodigioso y genial, pero hay algo que me detiene y es su aspecto mundano. Sé muy bien que su menor gesto era terriblemente profundo. Veo su alma exquisita y rara. Pero me hubiese gustado más que todo ese mundo hubiese sido en su mayor parte creación de su imaginación y no documental ».

·         Antonio Machado
« Comencé a leer un estudio sobre Antonio Machado. Me aburre. Su poesía es agradable, pero nada más. Supongo que la forma ha de ser exquiso. »

·         Miguel de Cervantes (Dom Quixote)
« Por lo pronto, quiero estudiar a Cervantes. Me trae buenos recuerdos. (Ese trabajo sobre un capítulo del Quijote que hice en 5º año, me tardó diez minutos y fue objeto de las felicitaciones de la profesora.)
Me rasco la oreja. ¡Métodos! ¿Para qué? Podré gozar con Cervantes el día que no me digan que «es necesario y fundamental.»
« He comenzado Cervantes: Don Quijote. Lectura desapasionada y fría, por ahora. »
« El Quijote no me hace reír. A veces sonreír, pero sólo a veces. Cap. V: Sancho y su mujer. Sancho se revela ya completamente quijotizado. Su mujer viene a ser «él» antes de conocer a D. Q. »
« Pienso que nadie menos neurótico que don Quijote. Es equilibrado y dulce como un niño. Sólo que al revés. Sería neurótico si oscilara entre creer que son molinos de viento u otra cosa. Y sería más neurótico aún si tuviera miedo de esta oscilación. Me gusta mucho cuando sale por vez primera de su casa, al alba, y ve qué fácil es pasar del deseo a la acción. »
« Comenzado Don Quijote. Me muero de envidia. No se dijo nunca —creo— de la felicidad de los locos… »
«   Don Quijote pensando cuatro días en un nombre para su caballo. ¿Puede darse mayor capacidad de concentración en la persecución de algo? ¿Qué poeta ha persistido cuatro días buscando una palabra adecuada a un objeto? Nada como la fe de don Quijote. Su carencia de vacilaciones. Es demoníaco. Y yo… Yo no hago más que pasar de la locura o neurosis o lo que sea a una suerte de conciencia o lucidez doméstica »
« Cap. III. A don Quijote no sólo no lo toman en serio el ventero, los mercaderes, Juan Haldudo, etc., sino tampoco Cervantes. Tal vez por eso se lo ve tan desamparado, tan conmovedor. »
« Habría que leer El Quijote en una traducción para no considerar en él sino lo que vale: su invención, la psicología de los personajes, el humor… No sé por qué don Quijote me infunde respeto. Y ello me extraña en la medida en que yo no respeto a nadie. Su manera de tratar a Sancho es deliciosa. ¿Piensa alguna vez en él? Sin duda. D. Q. es sumamente paternal y seguro de sí cuando Cervantes no lo coloca en situaciones humillantes. ¿Qué habría sentido Cervantes hacia su personaje? No sé, pero cada vez que lo vuelve grotesco o tonto es como si hiciera concesiones por causas extraliterarias. »
Don Quijote – cap. XVIII – 2.ª p.: «… pero de lo que más se contentó don Quijote fue del maravilloso silencio que en toda la casa había…».
« Cervantes: momento terrible cuando don Quijote mira las imágenes de los retablos. De súbito lo acomete la lucidez y se pregunta para qué todos sus trabajos. No sé cómo seguirá pero es en este momento en donde siento que se le abre el abismo: instante en el cual se separa la acción del sentir. Además, don Quijote se compara con los santos para terminar dudando de él. Ya no son los arquetipos caballerescos (Roldán, etc.) que le infunden fe y fervor y deseo de emulación. En verdad, si la lucidez es la inseguridad, éste es el momento más trágico de don Quijote. Descubrimiento de los límites del yo. Vuelta a la cordura. »
« Estoy terminando El Quijote, libro que desearía releer cada año. La aventura con los cerdos me produjo un dolor insostenible. »
 Quijote (cap. LXX) 2.ª p.: «… reventó mi alma por mi silencio y perdí la vida…».
« Releo a Cervantes. Sólo don Quijote me ayuda. »

·         Henry James
« He leído un cuento de Henry James. Es un cuento extraño y sutil. Hay algunas cosas que no entiendo: ¿pensó realmente Warren Hope en el desquite que tendría al publicarse las cartas de L. North more?
  ¿Lo deseó?
  ¿Y su exceso de modestia?
  En un momento dado, pensé que el libro de N. tendría éxito pues estaría formado por las cartas de Warren que todos decían «no tener».
  Lo que me admira de este cuento es que comienza con la muerte de dos hombres que siguen siendo los protagonistas por medio de seres vivos pero horrorosos, que están allí como instrumentos, aun la Sra. Hope aparece velada, fantástica.
Está muy bien ese «pase» del tiempo que hace James: para llegar de enero a marzo, dice que madame Hope «se volvió contra la pared» (en enero); unas líneas sobre sus malestares y se «levanta» en marzo. »

·         Evelyn Waugh (Contos)
« He leído un cuento de Evelyn Waugh: «Amor entre ruinas». ¡Qué bien escribe! Me ha gustado la introducción y el final. Compruebo que es muy difícil «presentar» una obra. Creo que eso es el «algo» que advertía en Bioy Casares. »

·         Bioy Casares
« Luego, comencé un libro de Bioy Casares. Escribe muy bien. Pero hay algo que falla. Aún no he descubierto qué es. Quizá no lo encuentre, pero es una vaga sensación de falta de plenitud. »

« Bioy Casares (cf. La muerte de pétit bourgeois). »

·         Vicente Huidobro
« ¡¡Gloria!! J. J. B. me regaló un librito de Huidobro. »
« Terminé el librito de Huidobro. Estoy semiinconsciente. Es bellísimo. La profusión de imágenes me ha dejado cansada y débil. ¡Qué pureza! ¡Eso es poesía! ¡Eso es desflorar el papel en el sentido más dramático! Cierro los ojos. Tristeza profunda dentro de mi alegría. Sí. Alegría de haber encontrado a Huidobro, otro agonizante. Otro amante compañero de mi soledad. ¡Él sí que sufrió del sentimiento trágico de la vida! Siento que me duele la sensibilidad. Siento que desaparecieron mis órganos, vísceras, sangre, etc. Y únicamente hay cuerdas de colores que permanecen tensas. A ratos, alguien las tañe y ellas se mueven eléctricamente nerviosas y producen un sonido chirriante.
Me identifico con Huidobro en su relación con los objetos, en ese percibir de su vitalidad. Es como cuando yo decía que siento que cada objeto me grita.No sé por qué causa al leer: «Cuando el cielo trae de la mano una tempestad… Hurra molino girando en la memoria» sentí unos desesperantes deseos de llorar. Me conmueve profundamente ese «hurra» tan hermanado, tan bondadoso, tan resignado. ¡Pobre molino que siempre da vueltas y vueltas! ¡Claro! Así es la vida. Gira y gira. Y Huidobro lo sabe, y le da ánimos al molino. Ahora que lo escribo, me sube el llanto. »
« Dificultades con adjetivos y adverbios. («El adjetivo cuando no da vida, mata», Huidobro.) »

·         Charles Du Bos (Diario)
« Me fastidia un poco el diario de Du Bos, pero por motivos independientes de él, es decir, porque habla de autores que conozco sólo de nombre. ¿Qué sentido tiene leer interpretaciones sobre sus obras? »
« En cuanto al diario de Du Bos, lo que más me interesa es su forma de leer los libros y su afán de penetrarlos hasta el infinito. Pienso, ahora, que yo y todos los que leen como yo, los infinitamente alejados de la riqueza crítica de Du Bos, no leemos sino que pasamos la mirada por las páginas. No obstante, intuyo algo en Du Bos que no deja de fastidiarme: una suerte de impotencia creadora más una gran desconfianza en sí mismo. Por otra parte, me impresiona como un viento frío que esas anotaciones sobre algunas cosas de arte constituyan un «diario». La razón debe estar en el hecho de que no se puede o es casi imposible escribir un «diario» con la intención, a priori, de publicarlo. »
« Del diario de Du Bos respecto de una definición de Dostoievski: «un ser que durante toda su vida no vive, sino que no cesa de imaginarse a sí mismo». He aquí Alejandra. »

·         Dostoievski
Irmaos Karamazov : “Empecé a releer Los hermanos Karamazov. No sé por qué no puedo hallar paciencia para leer un libro breve y sí la hallo para miles de páginas. Iván K. Me fascina. Mucho más que Alioska y que Dmitri. Sin duda porque es desapasionado, crítico, sereno. El intelectual típico. Lo que nunca podrás ser a causa de tus dificultades para pensar, para idear palabras.»

« leer repetidas veces Los hermanos Karamazov: su equivalencia con el psicoanálisis »

« Pienso en Iván Karamazov. Él sí que era bueno. »

Para mí la definición del infierno que da Dostoievski: «He visto la sombra de un cochero que con la sombra de un plumero limpiaba la sombra de una carroza»

« Noches blancas, Dostoievski. »

« Leo Crime et Châtiment. Dostoievski me cambia, siempre que lo leo o releo, mi sentimiento de la literatura. Me sucede, en verdad, apreciar y complacerme más en la belleza del lenguaje de un libro que en su posible mensaje o en su argumento. Hoy me levanté cansada y afiebrada como si fuera yo la que hubiera cometido los crímenes. Me duelen los brazos como si hubieran descargado el hacha homicida. Y sufro exactamente de un sufrimiento ajeno pero misteriosamente mío.
D. se atiene a los detalles, se atiene a ellos con una pasión que me enferma. Hay escenas a modo de orgasmos increíbles: se cree que ya se llegó pero resulta que se anuncia otro lugar de exaltación, se abre otra puerta, no se hizo más que comenzar. Otra cosa: el humor de D. Humor involuntario, tal vez, aunque tal vez perfectamente conciente. Como cuando Raskolnikov, por ejemplo, se injuria por no haberse comprado una gorra en lugar de pasearse con ese sombrero increíblemente peligroso y absurdo. 
  Pero ahora no dejo de meditar en el crimen. Y me pregunto por qué es algo tan importante. ¿Acaso no se olvida el amor? ¿Por qué no habrá un olvido de un crimen? Creo que lo hay. Siempre que Dios no exista »

Mémoires écrits dans un souterrain, Dostoievski. « El hombrecillo del subsuelo me produce estupor. Todo lo que dice me sucede, me ha sucedido. Dostoievski es más «terrible» que lo que yo creía. En este libro está dicho lo que no me confieso. Lo leo con miedo, cada página me aporta nuevas (o viejas) de mí. »

« Terminé el libro de Dostoievski. Terminé, creo, con Dostoievski. Lo que sufrí desde ayer hasta ahora —6 de la tarde, hora en que me animo a levantarme de la cama— no lo podré decir ni contar porque al mismo tiempo que me sentía sufrir descubrí que soy idiota (la idiota del subsuelo). Además, el personajito del subsuelo es increíblemente enervante. No, no lo es. Si lo fuera no hubieras llorado en la cama desde las 10 de la mañana hasta las 6 de la tarde. «Le seul remède contre la folie c’est l’innocence des faits.» ¿Qué más inocente que llorar en la cama o estarse 40 años en el subsuelo? Maldito Dostoievski »

·         Rosalía de Castro
 ¡Felicidad, no he de volver a hallarte
en la tierra, en el aire, ni en el cielo,
aun cuando sé que existes
y no eres vano sueño!
 Gran mujer. Maravillosa Rosalía.

·         Pablo Neruda
« Empecé a leer a Neruda «en serio». Neruda es un verdadero poeta, un auténtico vidente. Sus pies están muy adheridos a esta tierra pero algo lo lleva a una patria mucho más original y cierta (hablo de las Residencias). Es curioso que a veces se obliga a detener su vuelo poético, como si tuviera miedo de caer en la realidad de la fantasía pura. Su insistencia en los objetos trizados, en los fragmentos que más que dispersión impresionan como una unidad terrible, romántica, no deja de desalentar. »
« Lecturas: Poema en prosa. El habitante y su esperanza de Neruda —mediocre por ahora. »
« Residencia, de Neruda »
« La Tercera Residencia de Neruda. No logro hallar una mínima dosis de paciencia para aceptar esta poesía que emplea el desordenado método de las búsquedas profundas para decir cosas triviales. Además, dice cualquier cosa, es decir, lo que el azar le depara. Superficial e inauténtica, si bien posee un atractivo fundamental: el enraizamiento del poeta en la vida y en la naturaleza. N. reside, en efecto, en la tierra. »
·         Ramon de Campoamor
« R. de Campoamor (a los diez años leí algunos poemas suyos). Sonrío tristemente. Es un poema muy desagradable. Campoamor queda relegado a la categoría de poetastro de tercer orden »

·         Silvina OCampo
Silvina Ocampo – Las invitadas
Ha escrito Viaje olvidado – 1937
Autobiografía de Irene – 1948
La furia – 1959
Desde este último se aplica a un tipo de narración que recuerda el origen oral del cuento. Síntesis, suspenso. 44 historias. Verosimilitud de los acontecimientos mágicos. Elimina el asombro y la angustia. Marco argentino.

·         Mallarmé
« Poemas en prosa de Mallarmé, hermosísimos y difíciles. »
Citaçao : « He sentido síntomas muy inquietantes provocados por el solo acto de escribir. » (Mallarmé)

·         Pedro Salinas
« Los poemas de Salinas están poblados por un «delirio de sombras» como dice Murciano. »

·         Franz Kafka
« Leo a Kafka para calmarme con sus prolongaciones infinitas de sucesos y de frases, con su poder de mediación. »

« Kafka. K. entra y sale en lo imaginario con una velocidad sin igual. O se alza y hace la curva completa. Su desenvoltura, su seguridad cuando habla de la inseguridad »

« Humor de Kafka —désir d’en faire un petit étude. » PS : Ela adora escrever em francês « errado », étude é feminino e nao masculino como em português e espanhol, para concordar seria : désire d’en faire une petite étude.

« Los personajes secundarios de El proceso me interesan más que los principales, al menos en el cap. I »

·         James Joyce (Ulisses)
« Deseos de escribir como James Joyce embriagado ».

·         Georges Schehadé (Poemas)
« Schehadé (poesía de renuncia la suya). A causa de ello es menester leer cada poema muchas veces. »

·         Comte de Lautréamont
« Empiezo a leer a Lautréamont para el artículo. Maravilla de concisión y brevedad pero lo que dice es trivial. Habría que leer sobre el barroco del siglo XVII en España. »
« Lautréamont es un retórico ni por qué ni cómo le basta que confirme alguna «teoría» (ni siquiera propia). »

·         Gérard de Nerval (Poesías)
« Yo no deseo escribir un libro argentino sino un pequeño librito parecido a Aurélia, de Nerval. »
« Al despertar pensé en Nerval y me dije: ¿Por qué no haré también yo un esfuerzo por aclarar lo que me obsesiona? Y decidí anotar todo lo que se refiere a mi sentimiento de orfandad ».
« Ahora que la tensión se disuelve, prefiero ser Gérard de Nerval. (Como dice Connolly, «ser Gérard de Nerval, ¡pero sin sus sufrimientos, sin la miseria, sin la locura!») »

« Me pregunto por el origen de la noción del mal, de la culpa. Surgió en relación a Nerval. (Y qué familiar, qué cercana me es la carencia de Nerval, su herida, su persecución de sombras, de fuego.) »

« Empecé a estudiar. No mucho, por supuesto. Un ensayo literario de Nerval me hizo pensar en la necesidad de tener la mayor cantidad posible de conocimientos. »
« Nerval-Aurélia. Cuenta su «enfermedad» que tuvo dos fases. Amor por Aurélia. Amor imposible culpable de una falta. Conocimiento de otra mujer en Italia. Busca enamorarse de ella pero no puede. Nace una fuerte amistad entre los dos. Las dos se conocen. Aurélia lo perdona a instancias de la otra. G. vuelve a París. »
« Aurélia de Nerval: especie de glosa del soneto Artémis. Parentesco profundo con el romanticismo alemán: Jean-Paul, que Nerval conocía y tradujo. Extrañeza ante el conocimiento hermético de N. En verdad, a pesar de ser un bellísimo poema, Aurélia es más el fruto de las lecturas de N. que de su locura. Lenguaje conmovedoramente terso. ¿Cómo es posible que estando loco se haya expresado mediante un estilo sereno, dulcísimo? Me pregunto qué sucedería si todos los locos recibieran una cultura clásica. En el laberinto que es Aurélia, apenas pude comprender cuál es la falta de la que N. se acusa: ¿no haber comprendido los signos del mundo externo? ¿Haberse alejado de la religión cristiana en su forma más simple? ¿En qué ofendió a Aurélia? ¿Por qué? Lo que cuenta es la historia de una redención por el sufrimiento y por una aplicación extraordinaria a captar los signos internos y externos que se le manifestaban. Su «descenso a los infiernos» es eso: un doloroso trabajo de interpretación, análisis y síntesis. ¿Por qué lo escribió Nerval? ¿Sus descubrimientos fueron anteriores o simultáneos a su trabajo escrito? Pero sin duda lo hizo porque era un verdadero poeta. (He terminado este libro con la sensación de no haber «querido» comprenderlo. »

·         Francisco de Quevedo (Obra satirica)
« Mi lectura de Quevedo va mal. Q. me es profundamente antipático, lo mismo que su rey y su país. Curiosa defensa de los negros en La hora de todos. Pero aun si defiende es para atacar. La defensa es una excusa. Quevedo me disgusta. »
« Quevedo: lo que fuese, puesto que me aburre tanto »
« Quevedo, El buscón. Me hastía y me es indiferente pero la «necesidad» de «sentir» el español, de aprender a escribir en español… »

·         Jorge Luis Borges
« Borges, par exemple, tienen un no sé qué de vulgar: nombrar a los Fauciguy-Lucinge, pongo por caso, y nombrarlos sin saber quel genre de nouveaux riches ils sont dis origines —récents— à nos poeurs). Por mi parte, también yo trato de ser vulgar, a fin de tener un lenguaje en común, de participar del lenguaje de todos »
« (Borges, par ex., y su negación —vulgar, a mi juicio— de la muerte como lo que es: un escándalo metafísico y físico). Pero la muerte revela la profusión y el desorden del universo, temas del terror de B., a quien no juzgo, sino que constato las cosas que me alejan de él. »
« Deseo releer algunos cuentos de Borges »
« Historia de la infamia de Borges que declara, en el prólogo, que se trata de ejercicios compuestos por un hombre desdichado a fin de entretenerse. Escribir para entretenerse… Yo sufro mucho cuando escribo y mi desdicha se incrementa. Pero B. eligió la literatura posible —o la clásica—, en tanto yo escribo lo que no se puede y por eso engendro monstruos disonantes. »
« El otro día me asombraba de leer unas páginas de Borges: se menciona el coraje y el valor con un tono reverencial. Lo que me asombró fue enterarme que a mí nunca se me ocurrió siquiera la posibilidad de atreverme a pensar en el valor. Como si no existiera, como si nadie nunca hubiese sido valeroso. Pero el valor que destaca Borges no lo es para mí. Una cuchillada, un desafío a muerte, una herida en una batalla: instantes fugacísimos de dolor, como en lo del dentista. Tampoco me da miedo el dentista. En verdad, nadie tiene tanto miedo como yo y no obstante hay cosas que yo hice y que otros no harían por miedo. »
« Aleph de Borges »
« Continúo leyendo los poemas de Borges. Mi falta de fervor es notoria. B. es inteligente pero es un poeta muy malo. Pienso que prosa y poesía han de diferenciarse inmensamente para que existan grandes prosistas que son malos poetas. Ahora, tengo la prueba en B. y en Mandiargues. Pero inclusive la novela de Mandiargues tiene un no sé qué que me enerva y me impacienta. No es mala, sin embargo, y acaso hasta sea muy buena. Me oprime, sobre todo, el argumento y el contorno del personaje. »
« Suelo pensar que la literatura adulta es la de Borges, par exemple. »
« Leí el Lugones de Borges. »
Borges: «La busca de Averroes».
Leí «La biblioteca de Babel» de Borges.
« Borges me gusta pero no deseo ser uno de los tantos epígonos de él. »
« Humor argentino: Borges en Historia universal de la infamia. »
« Borges, El idioma de los argentinos. Humor. P. 13/14. »

·         Safo
« Safo de Lesbos
Sinfronismo. ¿Acaso yo, en 1955, no podría decir exactamente lo mismo? ¡Y ese llover del sol! Safo es uno de los pocos seres de la Antigüedad que no me resultan abstractos, legendarios, posibles de no haber existido. La «veo». La «siento». Es una gran mujer que murió hace mucho.
Una gran mujer que el mar tragó distraído mientras bostezaba.
¡Safo! ¡Qué nombre maravilloso! ¡Safo! Algún día la censura quemará las manos que destruyeron tus pap… (aquí caigo: supongo que habrá inscrito sobre tablillas de cera con un stylus) poemas.
Conseguir un tintero antiguo. Con pluma de ave. Me gustó lo del stylus. Aunque suena blando »

·         Hugo von Hofmannsthal (The Letter of Lord Chandos)
« Mais il n’était plus capable de se réjouir: sans regarder autour de lui, avec un pesant ressentiment, quelque chose comme de la haine contre la torture absurde qu’il venait de s’infliger… HOFMANNSTHAL, Le conte de la 672ème nuit »

·         Albert Camus
« El extranjero, de Camus. Esa insistencia en la costumbre. Uno se acostumbra a todo. Uno se acostumbra a toda idea.”

T.S. Eliot (Poemas)
« Acabé de leer a Eliot. Me conmueve cuando hace referencia a las palabras, al significado y al acto de escribir. »

·         Kierkegaard (Antigona)
« ¿Qué hubiera pasado si Kierkegaard se hubiera sentido hermoso y seductor? »

« otro de la familia de Kafka »

« Temor. Temor. ¡Es terrible esta incertidumbre! Y lo peor es la no seguridad de mis deseos. El temor al espejismo. Temor. (¡Y esto me ocurre leyendo a Kierkegaard! »

« Kierkegaard: Temor y temblor. El conflicto: ética y religión. Sentido del silencio. Actos apartados del mundo.”

·         Gabriela Mistral
« G. Mistral (aridez sublimada) »
« Gabriela Mistral y Marina Núñez del Prado, recorriendo y reviviendo América por obra de su añoranza y nostalgia materna. Ambas feas, lesbianas y voluntariosas. Enamoradas de la madre tierra. »

·         Juan Rulfo
« Rulfo me encanta, por momentos, pero su ritmo es único, y además es sumamente musical. »

·         Luis Cernuda
« No sé por qué trato con desprecio filisteo al ensayo sobre Cernuda. Tal vez porque intuyo que es arbitrario o que la poesía de C. es inferior y menos compleja de lo que O. dice. »

·         Brecht (Poemas)
« Horrible traducción. Poemas correctos, por momentos grandes y sabios, pero algo, en ellos, produce una especie de malestar: la fórmula, la consigna. »

·         Aleixandre (Sombras del paraiso)
« Comenzado a leer Sombras del paraíso de Aleixandre. Después de la primera hoja lo abandoné. ¿Qué tiene Aleixandre que me hastía tanto? Tal vez su mundo espiritual no merece poemas tan cargados de imágenes densas y de momentos herméticos. Creo que sus saltos interiores, sus giros subjetivos, son simples; y quieren, no obstante, concretarse en un universo sofocante y difícil. Sea como fuere, no me impresiona como un poeta auténtico…»
Aleixandre: «No sé lo que es poesía. Y desconfío profundamente de todo juicio de poeta sobre lo siempre inexplicable».
« Leve interés por Aleixandre »
·         Antoine de Saint-Exupéry (Le Petit Prince)
«Où sont les hommes? —dit le petit prince—. On est un peu seul dans le désert.»

·         Faulkner (Som e Furia)
« Faulkner: el hombre no sospecha su enorme capacidad de sufrimiento (de hábito, en este caso al sufrimiento). »
« Ese furioso deseo de hacer retroceder el tiempo un minuto siquiera, para deshacer o completar algo cuando es ya demasiado tarde. (Faulkner) »
·         Góngora
« Explicar a Góngora es como querer explicar un perfume. »

·         Julio Cortázar
« Releer Cortázar y pensar en un libro sobre él »
« Desinterés por el libro de Julio. Sin duda roza conflictos que son míos pero no comparto el modo de expresarlos. Por otra parte, es un refrito surrealista y patafísico »
·         Ezra Pound
« Ayer hojeé en la biblioteca la correspondencia de Pound. »
« El ABC de la lectura de Pound. Se trata de un libro que me duele porque hace referencia directa a mi viejo deseo arrastrado en la vaguedad del incumplimiento. Es decir: mi deseo de estudiar la poesía, de cuestionarla como quien parte a una aventura de la que de ningún modo sabe si hay regreso. Advierto, gracias a mi enojosa lectura, que escribo poemas en prosa por no saber qué hacer con el ritmo (e incluso la métrica) de los poemas en verso. »

·         René Descartes (Discurso del método)
« Me vienen deseos de leer el Discurso del método. No creo poder terminarlo. Son las 16 h. Pongo por testigo a este cuadernillo para que verifique si tengo fuerzas para leer a Descartes. (Sonrío irónica. ¡Ejercicios de voluntad! «Y el hombre, ¡pobre!… ¡pobre!») Leo las tres primeras partes. A intervalos, descanso, pues el afán de concentración me fatiga. Admiro el estilo de Descartes. Su limpidez. Su orden. Su fortaleza. (Recuerdo que André dijo que el mejor remedio para la angustia es «leer el Discurso del método». Me parece un disparate. A mí no me produce el menor efecto de cura; al contrario: sólo me da la medida de mi nulidad intelectual. Me agobia enrostrándome los «imposibles».) »

« No pido la lucidez de Descartes. ¡No! Quiero una ínfima cantidad de raciocinio que me permita decir ¡Alejandra, te estás engañando! ¡Quiero tener capacidad de elección! »

·         Eugène Ionesco (El rey se muere / Les chaises)
« Al despertar me envié un extraño monólogo que decía más o menos: «absurdo – absceso – abstracción – abstenerse – abstemia – ábside – absurdo – absurdo…». Era mucho más extenso. Me hizo pensar en Les chaises de Ionesco »

« Hice algo que me significó horas de terror. Ir a ver a Ionesco con el fin de hacerle un reportaje. No sé si salió bien o mal, sólo sé que tuve miedo. Y es éste el miedo que es preciso analizar y estudiar. Este miedo central entre los demás —sólo no lo siento cuando desprecio a la otra persona, cuando no la respeto. »

·         Henry Michaux
« Michaux es esencialmente musical. »

« Soy yo y todas las que fui, como diría Michaux. »

À cause de ce manque, j’aspire à tant.
À tant de choses, à presque l’infini…
À cause de ce peu qui manque, que jamais tu n’apportes.
(H. MICHAUX, La nuit remue)

« Michaux, Passages: variedad de temas: el clima del Ecuador; la celebridad; la posibilidad de que los ángeles sean bombardeados por experimentos atómicos; la cardiomancia; caídas desde tres mil metros; apuntes sobre novedades científicas: crecimiento por excitación del sistema nervioso. »

« Sobre amenaza de la bomba atómica: p. 19. »

·         Witold Gombrowicz (peça teatral)
« Operette, de Gombrowicz (aburridísima) »

·         Federico Garcia Lorca
« Acabo de ver (en televisión) la obra de G. Lorca La zapatera prodigiosa, interpretada por Ana Mariscal. Es maravillosa. Comienzo a adorar a G. Lorca. »

·         Octavio Paz (¿Águila o sol?/ Salamandra)
« Salamandra de Octavio Paz – A veces, en unos poquísimos poemas, el lenguaje se vuelve opaco y vacilante. Esto es curioso. Como si un gran actor, en medio de una tirada de versos que recita como un ángel se pusiera a balbucear. «Afasia», diría A. D. Octavio es, más que nadie, el poeta de la poesía. Lo más poético es el acto de poetizar. De ello es de donde parte para arribar a ello. El poeta y las palabras. El decir. Es ésta su peculiaridad. Además, la cantidad de veces que dice «frente» y «sangre». Preguntarle por qué se refiere tanto a la «frente».
« Mi deseo de ser Octavio Paz es un absurdo, a mí me cuesta adquirir una cultura enciclopédica. A él no le cuesta nada porque es un intelectual innato. »

·         Simone Weil
« Retoma a Simone Weil. El mal es la ausencia de la atención: alguien que está atento. Recuerdo las dudas de E. cuando leía a S. Weil, dudas que recién ahora comprendo. Ante este artículo como ante S. W. Me sucede preguntar por «le cher corps»: ¿en dónde dejarlo? Notar mi extrañeza ante todo signo de espiritualidad. Aun mis instantes de éxtasis poético se refieren al cuerpo. »
« S. Weil. «geómetras de la virtud». Imposible la virtud ni la justicia en quien irrealiza el mundo y descree automáticamente de lo que ve. »
« S. Weil me da miedo. Supongo que algún día la amaré y la comprenderé porque ningún otro escritor provoca en mí tantas reflexiones —casi todas tendientes a contradecir lo que leo— y esto, este esfuerzo por tener razón, es en mí algo nuevo, casi inaudito.
  Lo que S. W. dice de la Ilíada es maravilloso. Es inexacto, empero, en cuanto valorización de la poesía. Que el narrador sea ecuánime y justo y que lo narrado exprese con exacta fidelidad la condición humana no implica, en modo alguno, que la Ilíada se cumpla como poema. Nadie más infiel que Van Gogh. Nadie más cruel que Goya. ¿Y qué decir de la mayoría de los poetas y escritores occidentales? El miedo que me produce S. W. es un miedo como cuando se espera indefinidamente en un cuarto vacío (blanco). Tal vez porque ha abolido la imaginación o, para decirlo mejor, el arte, para reinstaurar, en su lugar, la moral (justicia, virtud, amor humano). Además, cuando se conoce demasiado —con profunda erudición— la literatura antigua, es sumamente difícil comprender la moderna. S. W. no la comprende porque comprende demasiado la otra. (¿No la comprende o no la conoce?) Quiero decir, S. W. es en mí la tentación del salto de lo estético a lo ético. Ahora, aunque me sé confusa, viniendo de mentiras y de fabulaciones, suspendida arbitrariamente de lo imaginario, debo decir que la justicia ni la virtud me interesan entrañablemente. En mí hay alguien que acepta el mal y el sufrimiento del desorden si ellos son la condición de un hermoso poema. Además, más que nunca, creo que «los poemas se hacen con palabras». En el poema no hay lugar para la justicia porque el poema nace de la herida de la injusticia, es decir de la ausencia de justicia. Y quien invoca a lo ausente no es mesurado ni justo puesto que su materia de canto o de voz no puede medirse, por el hecho de no estar presente. Lo que quiero decir es que S. W. busca y encuentra —prodigiosamente— lo que no es poesía para revelarlo como ética. ¿Es un hermoso poema la Ilíada? En algunas partes. Más poeta que Homero es Blake, es Hölderlin, es Rimbaud… Pero no sé por qué me duele leer a S. W.»

·         Lewis Carroll (Alice no Pais das Maravilhas e Alice Através do Espelho)
« Me desperté a las cinco de la mañana muerta de risa. Recordaba, después de tanto tiempo, las aventuras de Alicia. La Reina, el Rey, el Sombrerero, la Liebre Loca, el Lirón, los flamencos para jugar al cricket, los hongos que hacían crecer y disminuir, el niñito que estornuda en la cocina llena de pimienta. Pero la tortuga llorona… sobre todo ella. »
« Soñé con Alicia, con los espejos, con el Rey y la Reina… »
« Leer, anotando, Carroll »

·         Henry Miller (Tropico de cancer)
« Leyendo a Miller descubrí con sorpresa que todas aquellas cosas y proposiciones que me alimentaron en mi infancia y adolescencia, en mi búsqueda de una moral para mí, cosas y proposiciones que yo desprecié posteriormente como si fueran idioteces neuróticas, Miller las presenta con entera libertad.
Pero me pregunto si el mismo Miller es tan valiente y tan puro como se presenta en sus libros. Posiblemente yo quisiera que me dijeran que sí, que me dieran garantías (palabra fatal), que me aseguraran, entonces yo adoptaría sus proposiciones y las haría mías. Pero tengo miedo de confundir literatura y vida ».

Leo en Miller que «ciertos libros pueden cambiar a un ser humano, como ciertas circunstancias, ciertos encuentros». Miller hizo y realizó muchas cosas que estaban en germen en mí y que frustré por miedo, por temor al ridículo.

« Queda demostrado que mi entusiasmo por los libros de Miller fue atracción de contrarios. Yo no tengo nada de Miller: no me atraen las aventuras humanas ni divinas, no me atrae nada, sea de aquí o de allá. Y en verdad tampoco me atrae demasiado leer o escribir sino que ya me acostumbré a ello, ya tracé el camino a seguir, y no hay más que seguirlo. Esto es todo. Y de paso observo que mi prosa mejora sensiblemente. Seguir investigando la técnica. Lo esencial es la forma. El resto es silencio. En mi caso, siempre, siempre en mi caso. »

« ¿Y Henry Miller? Ni él es adulto ni sus lectores fervorosos. »

·         Miguel de Unamuno
« En un sentido más profundo, por qué no me traje lo esencial de Unamuno, su sed de vida, su espíritu encarnado en un cuerpo, su pensamiento como un río que va y viene, por qué me traje sólo mi silencio y mi nada. »
« Pensé en Unamuno: «El hombre es un animal enfermo». No obstante, quisiera ordenar mi vida cotidiana. »
·         Arturo Marasso
« El día que muera Arturo prometo leer su Soledad imposible, tan infantil e inmadura. ¡Arturo! Así como lo veo, con su hermoso pelo revuelto y las viciosas arrugas enrojecidas, ¡que fue compañero de armas de André Malraux, amigo de Federico, de Unamuno, de Neruda y de mil seres maravillosos! ¡Arturo, con la pluma de colegio y el vaso de vino tosco a su lado, escribiendo cartas de amor con letras lentas y ordenadas! Arturo tocando mis ojos y diciendo: ¡Alejandra! ¡Te arrancaré un ojo y prenderé en el hueco un poema! »

« Leo la dedicatoria de la antología: «A Flora Alejandra Pizarnik, inteligente y admirable», Arturo Marasso.
¡Pobre Marasso! Una vez traté de leer La mirada en el tiempo. ¡Nada! Sencillamente nada. Nada quedó. ¡Nada! »

·         Artaud
« Lectura de Artaud: El teatro y su doble. Lectura peligrosa puesto que mi estado psíquico degradado deriva de mis pretensiones parecidas a las de A. »

·         Virginia Woolf
Um quarto so seu : « Recién terminé de leer Un cuarto propio de V. Woolf. S. De Beauvoir ha tomado mucho de allí para su Segundo sexo. V. W. e s sencillamente adorable. Pero la siento un poco vieja, como del siglo pasado. Estuve pensando sobre las 500 libras al año y el cuarto propio. Yo tengo un cuarto propio, no tengo dificultades económicas apremiantes, gozo de libertad para ir a donde yo quiera. No obstante, soy el ser menos libre. »
« Ayer leí Un cuarto propio de V. Woolf. Su gracia, su humor delicioso. Aun así, creía leer un libro de una época muy alejada. Importante aquello de «la mente sin trabas…». Pero no se puede aplicar solamente a la mujer. El resentimiento, según V. W., impide la obra maestra. Sí y no. Además, una protesta no se mantiene siempre ni tampoco una denuncia ».

« Envidio profundamente a Virginia Woolf »

“Katherine Mansfield y V. Woolf. Vitalmente, o mortalmente, me siento más cerca de la primera. Dada mi situación y educación, jamás comprenderé, creo, la vida de una aristócrata inglesa. No obstante, he comprobado que mis poemas son más profundamente sentidos y vividos por personas de —digamos— clases altas que por las demás. Lo que sucede es que yo, como judía, no me considero de ninguna clase. »

« Entre les actes de Virginia Woolf. Separar las sensaciones, leerlas, hallar su lenguaje. Formularlas con palabras. Las grandes frases, las frases —manifiestos, esconden lo otro, eso que se teje suavemente, lentamente. »

« Me gustaría tener una papelería con todas las clases de papeles que existen en el mundo. ¿Cuál usaría yo? Uno que permita deslizarse por él como Sasha (de Orlando de V. Woolf) por el hielo. »

“Lecturas: por 2.ª o por 3.ª vez intento leer Mrs. Dalloway, de V. Woolf. Tal vez convenga leerlo a 10 o 15 hojas por día. En cuanto a V. Woolf, la admiro y casi la adoro, sólo que no puedo leerla. »
« Terminé de leer Mrs. Dalloway. El contento de Clarissa cuando se entera del suicidio de Septimus, a quien no conocía. Pero la idea de un joven cayendo por el vacío desde una ventana la llena de ganas de vivir. (Acaso, agrego yo, porque él ha hecho de verdad lo que ella imagina que tendría que hacer.) »

·         J. Goytisolo (Fiestas)
« Un algo de Faulkner. Pareciera que con una linterna enfocara diversos personajes —a los que presenta plenamente, en calidad de primeras figuras— para luego reunirlos y que juntos continúen la trama. Me recuerda al cine neorrealista. A medida que leo esta novela descubro que jamás podré obtener la poesía de la acción, como hace J. G. »

·         Jonathan Swift (Viagens de Gulliver)
« Leer y, sobre todo, y puiser, el capítulo de Gulliver entre los gigantes »

·         André Breton (Entretiens e Vasos Comunicantes)
« Dificultad de leer Los vasos comunicantes »

·         Nietzsche
« Nietzsche me deja insensible. Siento un caos. »

·         Czeslaw  Milosz (Poemas)
« Los poemas de Milosz. Apenas empiezo a abrazarlos. Un gran poeta. Un poeta de los que envían ángeles cuando la noche se viste de amenazas y el futuro es un bostezo negro, y el presente no existe »


·         Genet
« Leo Le balcon, de Genet »
« Fini Le Balcon – a) anotar frases de Le balcon. »


·         Rainer Maria Rilke (Poemas / Cartas a um jovem poeta)
« Miro el principio de la 5.ª Elegía, de Rilke y se me ocurre que Pour un funambule, de Genet, es una «respuesta» a este poema. Sobre todo cuando pregunta «para quién, por amor de quién esa voluntad nunca colmada» del volatinero »

Rilke decía: «La mayor parte de los acontecimientos son indecibles»

« Rilke me toma la mano y me habla suave, hondamente, y su voz recuerda algo que jamás fue en verdad, su voz es reminiscente de algo que viví sin haberlo vivido, como si fuera un acontecimiento que me sobrevino en otra vida, muy antigua, inmemorial, pero más verdadera que ésta, o como si hubiera degenerado en ésta. »

« Y ya no puedo leer a Rilke para que me consuele y me diga que debemos sufrir. No quiero literatura. No quiero intelectualizar mi sufrimiento. Quiero, salvajemente, furiosamente, que se vaya. Pero está. Y permanece. Y se transforma. »

« Poesía es lirismo. La poesía es experiencia —así decía Rilke. Y yo digo: experiencia de la palabra. »

·         Paul Éluard (Poemas)
Éluard: «Notre vie», «Le cinquième poème visible»
« Empecé a releer a Éluard. Acaso por su claridad. »
« Lecturas mediocres: un capítulo diario de Molinos, que ya empieza a resultarme indiferente. Luego, poemas de Éluard. No los comprendo. Los comprendía de chica pero no ahora. Acaso busco en ellos lo que no se debe: la inteligencia, la sabiduría. »
« Leí poemas de Éluard. No los entiendo, no me gustan. Luego pasó el tiempo. »


·         Edgar Alan Poe
·         Roland Barthes
·         Honoré de Balzac
·         Marthe Robert
·         R. Kelly (Poemas)
·         Gabriel Garcia Marquez
·         John Donne (Poemas)
·         Paul Klee
·         Sigmund Freud (Cartas)
·         Ghelderode (Teatro)
·         Apollinaire
·         Edgar Herzog (Psiquis y muerte)
·         Cesar Pavese (Diario)
·         La Fontaine (Fabulas)
·         Poetas de la dinastía TANG
·         Poemas precolombinos
·         Gerardo Diego (Antología)
·         Hölderlin
·         Peças de Teatro Noh moderno
·         Lichtenberg
·         Karoline von Günderrode
·         Jean-Paul Sartre
·         Gustav Flaubert (Madame Bovary)
·         Yves Bonnefoy
·         Biblia
·         Heidegger
·         Castiñeiras García
·         H. Read (Forma y poesía moderna)
·         H. Rohl (Historia de la literatura alemana)
·         Pierre Reverdy
·         Trakl
·         William Blake

·         Blaise Cendrars